07/12/2011

Rio está em estado de alerta contra a dengue, diz Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou uma pesquisa que revelou que uma em cada três cidades do Rio de Janeiro estão em estado de alerta para um surto da doença no próximo verão. E o que é pior, os municípios Itaboraí e São Fidélis correm alto risco de ter uma epidemia de dengue.

A pesquisa realizada em mais de 500 municípios do Brasil traça o mapa da dengue no país, com o índice de infestação de cada lugar. Além do risco de epidemia em Itaboraí, na Região Metropolitana, e São Fidélis, no Norte Fluminense, outros 31 municípios do Rio de Janeiro estão em estado de alerta. Entre eles está a cidade do Rio de Janeiro.

Mortes provocadas pela dengue
Segundo os dados da secretaria estadual de Saúde, 51 pessoas já morreram de dengue neste ano na capital. Em todo estado foram 137 óbitos. O  número é menor apenas do que o registrado em 2008, quando 255 pessoas morreram. Mais de 160 mil casos da doença foram notificados.

Há três meses, o prefeito declarou que a cidade corre sério risco de viver uma grande epidemia no próximo verão. “Nós vamos ter a maior epidemia de dengue da história dessa cidade, ao longo do próximo verão. Portanto há saída, há luz no fim do túnel e ações podem ser tomadas e estamos aqui”, disse o prefeito Eduardo Paes.

O que mais preocupa as autoridades de saúde é a volta da dengue do tipo 1, cujo a maior parte da população é suscetível, além da dengue do tipo 4, que também já foi registrada no estado.

“Se a gente conseguir fazer uma grande mobilização da sociedade, a gente consegue seguramente reverter esse quadro para o ano que vem”, falou superintendente de estado de Vigilância Epidemiológica, Alexandre Chieppe.

Medidas para evitar a dengue
É cada vez mais importante combater os criadouros, utilizando medidas que podem ser adotadas em casa, como tirar a água dos vasos de plantas e vedar a caixa d´água, por exemplo.

O problema é que nem todos fazem o dever de casa na hora de combater a dengue. De acordo com o governo do estado, se a população gastar dez minutos por semana para olhar possíveis criadouros do mosquito em casa, a doença vai estar sobre controle. Isso porque depois que a fêmea do Aedes Aegypti deposita os ovos, eles pecisam de até dez dias para chegar à fase adulta.

“Tem um checklist que as pessoas olham desde as coisas mais comuns, como um vaso de planta, que pode acumular água e os vasilhames de água. Mas há aquelas coisas que a gente menos imagina, como bandejas de ar-condicionado que estão entupidas ou então aqueles ralos que ficam nos quintais. Nesses locais, a gente eventualmente acha que não pode acumular mosquito,  até vasos sanitários sem uso às vezes no quintal a gente tem que tomar cuidado”, falou Alexandre Chieppe, superintendente de estado de Vigilância Epidemiológica.

Fone: G1

Última atualização: 07/12/2011

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