30/09/2011

Reaproveitamento de pneus ajuda a diminuir foco do mosquito da dengue no Recife

Uma ideia desenvolvida no Recife está ajudando a diminuir a proliferação do mosquito da dengue. E com um benefício enorme para o meio-ambiente.

Montanhas de pneus velhos lotam o galpão da coleta seletiva do Recife. Todos dias três caminhões chegam abarrotados. Eles passam de bairro em bairro recolhendo a moradia preferida do mosquito da dengue.

“Ele é o berçário ideal para o mosquito da dengue. Ele dá sombra e a água, então isso aqui é tudo o que o mosquito da dengue quer para se proliferar”, diz Otoniel Freire Barro, gerente de saúde ambiental.

O Brasil produz cerca de 67 milhões de pneus por ano. O descarte de forma errada é uma ameaça para o meio ambiente.

Transformar lixo e problema em matéria-prima e lucro. A tecnologia tem sido uma aliada importante pra vencer este desafio. E o melhor, é que do pneu tudo se aproveita. Em uma empresa no Recife, 100% dos velhos pneus viram novos produtos.

A tecnologia foi adaptada por uma organização ambientalista. Os pneus são cortados e colocados em caldeiras a 400 graus de temperatura. Derretidos 200 pneus dão origem a 250 litros de óleo, 300 quilos de carvão mineral, 150 quilos de aço e geram outro produto que não dá pra ver: o gás que é usado para alimentar as caldeiras.

O carvão e o óleo voltam para as indústrias como combustível. O aço é aproveitado pelas metalúrgicas.

O pneu triturado é usado na produção do asfalto de borracha. O caminhão ecológico percorre as ruas do Recife tapando buracos. A primeira camada é de brita. Depois, uma mistura com asfalto e, por último, a camada com os grãozinhos de pneus.

Os testes indicam que o asfalto de borracha pode durar entre três e cinco anos. E de buraco em buraco, segundo a empresa, cada caminhão ecológico vai retirando da natureza 21 mil pneus por ano.

Fonte: Jornal Nacional

Última atualização: 26/09/2011

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