29/09/2011

Pesquisa irá identificar novos tipos de dengue em Mato Grosso

O secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry, anunciou na tarde desta terça-feira (13.09), em coletiva realizada em seu gabinete, que a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) vai realizar pesquisa de monitoramento por exame laboratorial na identificação dos sorotipos circulantes da dengue em Mato Grosso. A ação faz parte da estratégia de monitoramento da doença e também vai permitir saber se o vírus 4 da dengue circula no Estado. O MT Laboratório está equipado e preparado para ação, que consiste em promover e desenvolver a técnica do isolamento viral e identificação da tipificação do vírus da dengue (DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4).

Para a ação a Saúde adquiriu equipamentos de uso de laboratório de alta tecnologia e ainda equipamentos que servirão de suporte para armazenamento das amostras, que ficarão nos Escritórios Regionais de Saúde como ponto de apoio. Os investimentos totalizam R$ 239.800 mil, sendo R$ 144.800 mil investimentos do Estado e contrapartida do Ministério da Saúde de R$ 95 mil.

Com os recursos foram adquiridos equipamentos de uso de laboratório e insumos, sendo 16 botijões de nitrogênio líquido, microscópio de imunofluorescência, cabine de segurança biológica, câmara de conservação de amostras, estufas, centrifugas, balança analítica, geladeiras (entre outros) e ainda na promoção de capacitação de pessoal.

Os municípios selecionados para a realização da pesquisa são Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Rondonópolis, Sinop, Barra do Garças e Alta Floresta. Nestes municípios serão escolhidas uma Unidade de Saúde que passará a ser referência no recebimento das amostras e após encaminhadas para o MT-Laboratório. Os critérios para escolha dos municípios foram: índice populacional e por pertencer em área de fronteira.

O secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry disse que a ação inaugura uma nova fase para o Programa Estadual de Controle da dengue e que dará mais agilidade nos trabalhos de monitoramento ao mesmo tempo em que norteará as ações a serem desenvolvidas com respostas rápidas, eficazes que contribuam para o controle da doença. O resultado da tipificação do vírus estará disponível em média 15 dias. Anterior a Ação as amostras eram encaminhadas aos Laboratórios de Referência (Instituto Evandro Chagas (IEC/PA), LACEN/GO, LACEN/DF), com período de 90 dias para liberação de qualquer resultado. “Agora vamos produzir as nossas respostas”.

Para o superintendente de Vigilância em Saúde da SES-MT, Oberdan Ferreira Coutinho Lira, “todas as vezes em que há troca do vírus predominante, ou um novo vírus, há risco de epidemias porque parte da população não está imune a ele. Além disso, casos graves podem aumentar porque estão relacionados a sucessivas infecções por diferentes vírus da doença”.

O sorotipo DENV4 não é dos mais agressivos, mas com a população mato-grossense 100% vulnerável, o perigo aumenta. Oberdan Lira explica ainda que a hemorragia por dengue não depende apenas da virulência do sorotipo, mas também da reação do organismo. “Quem já teve dengue corre mais riscos: provavelmente milhares de pessoas tiveram contato com os sorotipos 1, 2 ou 3 sem sintomas importantes ou nem sabe que adoeceram. Se por ventura essas mesmas pessoas forem infectadas pelo 4, a chance de a doença ser mais grave é grande”.

Segundo o diretor Geral do MT-Laboratório, Marcelo Adriano Mendes, o MT–Laboratório (Lacen) já realizou primeira inoculação em cultivo celular para isolamento viral e tipificação de vírus da dengue. A técnica consiste primeiro em inocular a amostra de soro em células C6/36 de Aedes albopictus (mosquito que também pode transmitir a dengue), em seguida através de reação de imunofluorescência será identificado o tipo de vírus que está presente na amostra. As amostras (coleta de sangue) vão ser colhidas de pessoas que contraíram a dengue nestes municípios escolhidos.

O alerta da Secretaria de Estado de Saúde é de que o combate a dengue é um dever de todos e os cuidados são os mesmos, o de não deixar o mosquito nascer. Lixo acumulado, água parada, quintal sujo, objetos como copo, garrafas, baldes, pneus são possíveis criadouros. Eliminado os criadouros o mosquito não nasce.

Medidas de Prevenção: A Secretaria de Estado de Saúde continua a recomendar medidas de prevenção simples, que devem ser tomadas pela população do Estado, que são: manter as caixas d’água, tonéis e barris ou outros recipientes que armazenam água, totalmente tampados e limpos lavando-os com escova e sabão semanalmente. Deve se remover tudo o que possa impedir a água de correr pelas calhas e não deixar que a água da chuva fique acumulada sobre as lajes.

No caso dos vasos de plantas, encher de areia, até a borda, os pratinhos dos vasos. Se não tiver colocado areia ele deve ser lavado com escova, água e sabão, pelo menos uma vez por semana. Deve se jogar no lixo todo objeto que possa acumular água, como potes, latas e garrafas vazias. Colocar o lixo em sacos plásticos, fechar bem esses sacos e deixá-los fora do alcance de animais. Manter as lixeiras bem fechadas.

Outro fator importante é o cuidado com os locais que aglomeram grande número de pessoas (creches, igrejas, escolas, supermercados, estabelecimentos assistenciais de saúde, entre outros). Estes locais devem estar livres da presença do mosquito, pois tem se mostrado os principais responsáveis pela disseminação da doença nos municípios do Estado.

Ao apresentar os sintomas da dengue (febre, dor de cabeça, dores nas juntas, dor nos olhos, dor abdominal) a pessoa deve procurar as unidades básicas de saúde (PSF, Posto de Saúde, Centros de Saúde, “Postinho de saúde”). O profissional de saúde avaliará cada caso e de acordo com o diagnóstico realizará o tratamento ou encaminhará para uma unidade de referência (Policlínica, Prontos Socorros, Hospitais, Pronto Atendimento).

Fonte: O Documento

Última atualização: 26/09/2011

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