10/05/2011

Município do Rio tem quase 600 novos casos de dengue em um fim de semana

O município do Rio de Janeiro registrou quase 600 novos casos de dengue em apenas três dias, segundo números atualizados pela Secretaria Municipal de Saúde na manhã desta segunda-feira (9).

O número de contaminados pelo mosquito Aedes aegypti aumentou em 599 novos casos entre sexta-feira (6) e segunda (9). Em média, na última semana, foram 618 casos por dia.

Os bairros mais atingidos, considerando o número de casos de cada região por mês, são Santa Cruz, com 2.705, Campo Grande, com 2.064, Rocinha, com 1.634, Realengo, com 1.548, Bangu, com 1.407, e Guaratiba, com 1.084, a maioria na zona oeste da capital fluminense.

Mortes confirmadas

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro divulgou na última quarta-feira (4) os números sobre os casos de dengue no Estado, que registrou 52 mortes causadas pela doença, 20% a mais do que o registrado no último balanço divulgado no dia 27 de abril, que totalizou 43 mortes. No total, foram notificados 77.264 casos suspeitos da doença.

O município que registrou o maior número de vítimas foi o Rio de Janeiro, com 19 mortes, seguido de São Gonçalo (8), Nova Iguaçu e Duque de Caxias (4) e Magé (2). As cidades de Cabo Frio, Maricá, Mesquita, São José do Vale do Rio Preto, Bom Jesus de Itabapoana, Itaocara, Itaperina, Rio das Ostras, Barra Mansa, Belford Roxo e Campos dos Goytacazes registraram uma morte cada uma.

A secretaria divulgou ainda os municípios que apresentam epidemia no Estado: Bom Jesus de Itabapoana, Santo Antonio de Pádua, Cantagalo, Mangaratiba, Cordeiro, Guapimirim, Seropédica, Magé, Silva Jardim, Cabo Frio, Macuco, Iguaba Grande, Quissamã, Rio das Ostras, Angra dos Reis, Mesquita, Vassouras e Cambuci.

Jovens têm mais riscos

A disseminação do vírus da dengue entre a população jovem com a volta do vírus tipo 1 no Estado do Rio de Janeiro tem preocupado as autoridades de saúde, segundo o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde do Rio, Alexandre Chieppe.

O vírus tipo 1 não era detectado desde meados da década de 1980, mas reapareceu no ano passado. Com isso, jovens, crianças e adolescentes, que nasceram após esse período, não têm imunidade ao vírus, ficando mais suscetíveis à doença.

- As pessoas que nasceram no final da década de 80 não têm imunidade. É uma população muito grande suscetível ao vírus.

Segundo Chieppe, do total de casos investigados pela secretaria, apenas 4% tiveram complicações e 1% foi considerado grave.

Outra preocupação é com os municípios da Baixada Fluminense, Niterói e São Gonçalo, cidades onde a grande densidade populacional aumenta o risco de contaminação da dengue, que atinge seu pico nos meses de março e abril.

O Rio de Janeiro está entre os 16 Estados com alto risco de epidemia de dengue, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde.

 

Fonte: R7

Última atualização: 10/05/2011

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