30/03/2011

Município do Rio registra mais de 800 novos casos de dengue em 24 horas

O município do Rio de Janeiro registrou mais de 800 novos casos de dengue em 24 horas. De acordo com dados divulgados na segunda-feira (28) pela Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, o número de vítimas contaminadas pelo mosquito Aedes aegypti aumentou de 10.631 para 11.444 de segunda para esta terça-feira (29).

O bairro onde há maior número de casos é Santa Cruz, na zona oeste: de janeiro ao dia 29 de março de 2011, foram registrados 725 casos. Apesar disso, a taxa de incidência para cada 100 mil habitantes diminuiu de fevereiro (156,4) para março (146).

Outros dez bairros da capital fluminense também apresentam alto índice de contaminados. Em Bangu, na zona oeste, 521 pessoas apresentaram sintomas da doença. Campo Grande tem 499 casos; Realengo, 496; Guaratiba, 339; Taquara aparece com 237; Barra da Tijuca com 221; Paciência com 216; Pedra de Guaratiba, com 204; Irajá, com 201; e Anil tem 192 vítimas.

A situação é mais preocupante em cinco bairros da cidade, que possuem taxas de incidência de dengue consideradas como surto da doença ou epidemia, superiores a 300 casos por 100 mil habitantes no período de um mês: Saúde (447,7), Bonsucesso (331,4), Anil (434,9), Barra de Guaratiba (797,7) e Pedra de Guaratiba (686,8).

O número é considerado epidêmico quando a taxa de incidência passa de 300. Como esses cinco bairros possuem menos de 100 mil habitantes, as taxas, mesmo projetadas com base em cálculos estatísticos, não são consideradas precisas pela Secretaria Municipal de Saúde.

Rio adota nova técnica para barrar avanço da dengue

Uma técnica de combate ao Aedes aegypti tem sido usada no estado para tentar bloquear a transmissão do vírus da dengue em áreas muito afetadas. É o aero system, que prevê a pulverização de inseticida – o mesmo usado no fumacê – dentro de casas em que houve casos da doença e em uma área de até 300 metros. Dos 92 municípios fluminenses, 70 receberam 160 equipamentos portáteis para aplicação do veneno, feita por agentes de endemias treinados.

O método é uma tentativa de causar menos danos ambientais do que o fumacê (chamado de ultra baixo volume). Se há casos de dengue em determinado bairro, a ideia é usar o aero system para evitar que o mosquito contaminado saia da região. O inseticida é pulverizado com a casa fechada, evitando que atinja pequenas aves, borboletas, abelhas, como acontece quando o fumacê circula pelas ruas.

Fonte: R7

Última atualização: 30/03/2011

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