18/10/2011

Médico orienta sobre como se proteger do mosquito da dengue

O médico clínico geral Walter Luiz Fonseca explicou que o repelente corporal – o que se passa sobre o corpo – e mosquiteiros, para pessoas enfermas e bebês, são as melhores defesas contra a picada de mosquitos, principalmente o transmissor da dengue(Aedes aegypti). Já os aparelhos que são colocados em tomadas não são tão eficientes.
- Estes aparelhos deixam o mosquito tonto, mas não impede que continuem a picar. O ideal é o uso do repelente e tomar medidas para que o mosquito não se desenvolva – afirmou.
Fonseca explicou também que o mosquito da dengue (Aedes aegypti) só alcança uma altura de voo de 80 cm e, por isso, proteger os membros inferiores é essencial. Ele disse também que é possível encontrar o mosquito em andares mais altos de prédios, já que o pernilongo pousa nas pessoas e aproveita a locomoção das mesmas para chegar a outros locais.
- O pernilongo pousa e é levado pelas próprias pessoas, animais e elevadores. Hoje não há lugar onde ele não chegue. A única forma de evitar sua presença é por meio de combate efetivo ao mosquito e ao nascimento dele – disse.

‘Repelente natural’

Walter explicou por que algumas pessoas têm a sensação de que são mais resistentes às picadas de mosquitos, enquanto outras têm a sensação de que são “pratos cheios” para os pernilongos.
Segundo o especialista, realmente há pessoas menos atrativas para os pernilongos, inclusive para o mosquito da dengue e, segundo ele, tudo está associado ao tipo de alimentação que a pessoa tem.
- É comprovado, por exemplo, que pessoas que consomem o Complexo B exalariam um cheiro que repeliria naturalmente insetos voadores. Vários alimentos quando são absorvidos pelo organismo provocam alguma reação e isso varia de pessoa para pessoa – argumentou.
O médico explicou, no entanto, que isso não significa que o cidadão que consuma determinados alimentos estaria livre das picaduras.
- Achar que somente comendo determinados alimentos você conseguirá se ver livre do mosquito é ilusão. O importante é se prevenir da maneira correta e o repelente corporal é o mais indicado – avaliou.

Água suja também é preocupação

O especialista lembrou que há uma campanha muito forte sobre o fato de que a água parada e limpa seria o local ideal para o desenvolvimento de larvas e a proliferação dos mosquitos. Ele pontuou que isso é verdade e que realmente estas condições são ideais, mas há outras que já se verificam que o mosquito se aproveita para sua reprodução. A exemplo da água suja.
- O que alguns estudos já apontam é que até mesmo na água suja, há a possibilidade de procriação dos mosquitos. Por isso, se fala tanto em limpeza urbana. Qualquer lugar que acumule água pode ser e é um criadouro em potencial- afirmou.
Estudo de pesquisadores paulistas já confirma que até mesmo em água salobra, mas com baixa concentração de sal, e misturada em produtos químicos seriam condições suficientes para a larva se desenvolver e se tornar um vetor de transmissão.

Novo vírus e ressurgimento de antigo
preocupa secretário estadual de Saúde

Em recente visita à Volta Redonda o secretário Estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, além de anunciar mais verba do estado e do ministério da Saúde para aumentar ações de combate à dengue deu notícias alarmantes. Segundo ele, há indícios que o Rio deva passar novamente por uma epidemia ainda mais violenta que as que já enfrentou. Segundo ele, o estado já apresentou incidências do vírus tipo 1, do qual não se falava há 20 anos, e de um novo vírus, o tipo 4.
O avanço do vírus tipo 4 da dengue é um problema de saúde pública. O vírus é menos perigoso que os tipos 1, 2 e 3, mas o fato de haver uma variação do microorganismo é um dificultador. Segundo especialistas, o problema provocado pelo vírus 4 está no sistema imunológico do corpo humano. A pessoa que já teve dengue de um tipo do vírus não apresenta um novo episódio da doença com o mesmo tipo, mas pode apresentar quem já se ela for causada pelos tipos 2, 3 ou 4.

2011 registra maior número de casos dos últimos cinco anos

Segundo dados do setor de Epidemiologia da Secretaria de Saúde de Volta Redonda, foram notificados em 2011, até agora 6.119 mil casos de dengue e pelo menos 863 foram confirmados. Este foi o maior índice alcançado desde 2007.
Os casos notificados este ano representam quase três vezes o número dos últimos quatro anos somados. Já o número de casos de dengue confirmados também supera a soma dos últimos quatros anos, já que, este ao menos 863 pessoas foram vítimas da doença.
Segundo a secretaria de Saúde o que ocorreu é que, além de ter havido no primeiro semestre do ano a maior epidemia dos últimos tempos na cidade, mais violenta inclusive que a que a cidade passou em 2008, o período que normalmente se registra o mais comum se estendeu até o inverno o que foi uma situação atípica.
Para se ter noção em 2008, quando Volta Redonda também passou por epidemia foram registrados quatro casos de dengue hemorrágica e em 2011 este montante já chegou a 16. Mortes este ano somam quatro e em 2007 houve uma. Nos demais anos houve registro de óbito.
A secretaria disse, no entanto, que hoje a situação da cidade já estaria estabilizada e não apresentaria neste momento novo risco de epidemia já que a prefeitura está adotando medidas preventivas. Foi o que informou o coordenador da Vigilância Ambiental, Rogério José da Silva. Segundo ele há na cidade um plano de Contingência pautado em quatro eixos:
- O de gestão integrada, educação em saúde e mobilização social; a vigilância ambiental/controle de vetores, a vigilância epidemiológica/laboratorial e a assistência ao doente são os eixos. O Plano é revisado anualmente e tem como objetivo organizar e agilizar as vigilâncias, o combate ao vetor, a assistência, a educação em saúde e mobilização social baseado nas informações de notificações e Índice de Infestação da doença e do mosquito, além da intensificação das ações de mobilização e comunicação através da articulação intersetorial – disse.
O coordenador alerta no entanto, que deve haver mais que nunca o apoio da população e lembra que a prefeitura está em campanha para eliminar os focos do mosquito. Ele orienta mais uma vez qual são as maneiras de manter, de fato , a dengue longe.
- Evitar os criadouros que possam causar a proliferação do mosquito, eliminando qualquer local com possibilidade de acúmulo de água.  A Campanha 10 Minutos Contra a Dengue, implementada no município, consiste numa ação conjunta com diferentes setores visando o estímulo da população a investir 10 minutos, por semana, na eliminação dos possíveis criadouros do mosquito em suas casas, uma vez que o ambiente doméstico concentra 80% dos focos – finalizou.

Última atualização: 17/10/2011

Textos relacionados:

Combate à Dengue nas Redes Sociais


1 Comentário Publicado

  • tatiana — 06/03/2015 @ 15:06

    acho que deveria existe uma vacina contra a dengue sera que existe? fora do brazil



Deixe sua mensagem

(obrigatório)

(obrigatório)

Mensagem