18/08/2011

Infectologistas temem surto de dengue hemorrágica

A epidemia de dengue trouxe um risco a mais para os moradores de Ribeirão Preto. A mudança do vírus em circulação aumenta a chance de contrair a dengue hemorrágica.

Todos os dias o laboratório da USP analisa 25 amostras de sangue de pacientes com suspeita de dengue. O objetivo é manter atualizada a vigilância sobre a doença, mesmo nos meses mais secos quando o número de casos é menor.

Com os dados, é possível estimar a porcentagem da população infectada e conhecer os tipos de vírus em circulação. Em 2008 foram registrados 1.056 casos, a maioria causada pelo vírus tipo 3. Em 2009, o número de casos subiu para 1.697 e os vírus dos tipos 1 e 3 predominaram.

No ano passado, com a maior epidemia de dengue na cidade, 29.637 pessoas ficaram doentes. A maior parte delas pelo tipo 1, mas também circulavam os vírus 2 e 3 . Este ano já foram registrados mais de 15 mil casos da doença.

Já em 2011, nas análises feitas até agora, 100% dos casos confirmados são de dengue do tipo 1. O que indica que esta foi a única forma do vírus a circular da cidade.

Mas a preocupação dos especialistas é esta mudança no tipo de dengue causando as infecções. O resultado pode significar um risco para a população. Uma pessoa é infectada por 1 tipo e depois pega outro tem mais chance de desenvolver dengue hemorrágica.

A campanha contra o mosquito é fundamental para evitar que a dengue faça mais vítimas. A estimativa dos cientistas é que a cada uma pessoa doente, existam outras quatro que estão com o vírus, mas não mostram os sintomas.

Na rede pública de saúde, o teste para saber se o paciente tem a doença já é feito através da proteína NS1, um nutriente que o vírus só produz quando está se multiplicando no nosso organismo. O resultado é rápido e preciso. Mas para evitar complicações no estado de saúde dos pacientes, o diagnóstico deve ser feito o quanto antes.

Mesmo que a chuva tenha dado uma trégua nesta época do ano, é preciso evitar que novos focos do mosquito surjam. Os ovos do mosquito sobrevivem muito tempo depois de terem sido colocados, mesmo sem a água.

Fpte: EPTV

Última atualização: 16/08/2011

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