03/05/2008

Estatísticas Dengue Brasil – Janeiro a Abril de 2008

A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) registrou em 2008 até semana epidemiológica 14, 230.829 casos suspeitos de dengue, 1.069 casos confirmados de Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) e a ocorrência de 77 óbitos por FHD (Tabela 1) resultando em uma taxa de letalidade para FHD de 7,2%. Também foram notificados 3.298 casos de dengue com complicação com 53 óbitos.

Neste período, foram notificados 27.966 casos de dengue a menos que no mesmo período de 2007, uma redução de 10,8%. Houve aumento de casos nas regiões norte (49,34%), nordeste (30,54%) e sudeste (19,82%), e redução dos casos nas regiões sul (72,6%) e centro-oeste (71,72 %) (tabela 2).

Em função da circulação de três sorotipos do vírus da dengue, o número de casos de FHD e a sua taxa de letalidade vêm aumentando no país.

Em relação aos casos de FHD confirmados em 2008, 64,2% dos casos estão concentrados no Estado do Rio de Janeiro, 10,2% no Ceará, 6,4% no Rio Grande do Norte e 5,7% no Amazonas.

Em relação à distribuição dos casos por porte do município, 39,7% ocorreram em cidades com menos de 100.000 habitantes, 22,3% com população entre 100.000 e 500.000 habitantes, 8,2% com população acima de 500.000 habitantes e menos de 1.000.000 de habitantes, e 29,8% com população maior ou igual a 1.000.000 habitantes.

O monitoramento da circulação viral demonstra que o sorotipo DENV 3 continua predominando no país, representando 66% das amostras isoladas. Entretanto, observa-se também, um percentual importante de isolamentos do sorotipo DENV 2 (31%), sendo esse sorotipo predominante nos Estados do Ceará (89%), Rio de Janeiro (69%) e São Paulo (60%). (Tabela 3). O sorotipo DENV 1 foi isolado em 2% das amostras.

O Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD) caracteriza as áreas do país de acordo com a taxa de incidência:

• Áreas de baixa incidência: regiões, estados ou municípios com taxa de incidência menor que 100 casos por 100.000 habitantes;

• Áreas de média incidência: regiões, estados ou municípios com taxa de incidência entre 100 e 300 casos por 100.000 habitantes;

• Áreas de alta incidência: regiões, estados ou municípios com taxa de incidência maior que 300 casos por 100.000 habitantes.

A análise das taxas de incidências por região demonstra média incidência nas regiões Norte, Nordeste,Sudeste e Centro-Oeste, na região Sul a incidência é baixa (Tabela 3). A situação mais detalhada do nível de transmissão no primeiro trimestre de 2008, por unidade federada e municípios que estão concentrando o maior número de notificações é apresentada abaixo, no descritivo por regiões.

Região Centro-Oeste
Na Região Centro-Oeste foram notificados 20.936 casos de dengue, uma redução de 71,72% quando comparado ao mesmo período de 2007. Foram confirmados 38 casos de FHD sendo que 3 destes tiveram evolução para óbito e 8 casos de dengue com complicação com 5 óbitos. O Estado de Goiás e o Distrito Federal apresentaram aumento no número de notificações, 40,79% e 15,36% respectivamente, houve redução nos Estados de Mato Grosso do Sul (96,10%) e Mato Grosso (57,70%).
O Estado de Goiás foi responsável por 57% das notificações da região (11.984), com incidência de 205,2 casos por 100.000 habitantes. Os municípios com maior número de casos notificados são: Goiânia com 4.389 casos (36,6%) e Aparecida de Goiânia com 2.235 (18,6%). Foram registrados 33 casos de FHD com 2 óbitos e 4 casos de dengue com complicação, todos com evolução para óbito.

No Estado do Mato Grosso foram notificados 5.403 casos suspeitos, os municípios com maior número de casos são: Barra do Garças com 535 casos (9,9%), Cuaiabá 444 (8,2%), Colíder 340 (6,3%). Foram confirmados 4 casos de FHD com 1 óbito e 4 casos de dengue com complicação com 1 óbito.

O Estado de Mato Grosso do Sul notificou 2.520 casos, com destaque para a capital, Campo Grande com 854 casos (33,9%), Coxim 278 (11%), Corumbá 226 (9%) e Naviraí 176 (7%). O Distrito Federal notificou 1.029 casos suspeitos de dengue e 1 caso confirmado de FHD com evolução para cura.

Região Norte
A Região Norte registrou um aumento de 49,3% no número de casos notificados, foram registrado 34.893 casos suspeitos de dengue. Foram confirmados 109 casos de FHD, sendo que 14 destes tiveram evolução para óbito. Quando se compara o número de casos notificados em 2008 com o mesmo período de 2007 por unidade federada, observa-se redução nos Estados do Amapá (75,3%) e Tocantins (8,2%); e aumento nos seguintes Estados: Amazonas (547,7%), Rondônia (490,5%), Pará (91,3%), Acre (27,6%) e Roraima (18,2%). Os Estados do Pará e do Tocantins foram responsáveis por 62% dos casos da região.

O Estado do Pará notificou 11.068 casos, com destaque para os municípios de Santarém com 929 (8,4%), Parauapebas 857 (7,7%) e Oriximiná 790 (7,1%). Foram confirmados 39 casos de FHD com 10 óbitos, uma taxa de letalidade de 25,6%.
No Estado do Tocantins foram notificados 10.461 casos, destes, 25,7% (2.693) foram notificados em Palmas, 15,6% (1.632) em Araguaína e 14% (1.465) no município de Paraíso do Tocantins. Apesar da redução do número de notificações, a incidência até o momento é de 769,8 casos por 100.000 habitantes, considerada alta. Foram confirmados 5 casos de FHD, todos com evolução para cura.

Rondônia registrou 5.563 casos suspeitos de dengue, com incidência de 349,9 casos por 100.000 habitantes, considerada alta. Os municípios com maior número de casos são: Porto Velho com 1.581 (28,4%), Cacoal com 975 (17,5%) e Pimenta Bueno com 778 (14%).

O Estado do Amazonas notificou 5.117 casos suspeitos de dengue, 88,7% dos casos (4.537) estão concentrados na capital, Manaus. Foram confirmados 61 casos de FHD sendo 4 destes com evolução para óbito.
Os Estados do Acre, Roraima e Amapá notificaram 1.003, 980 e 701 casos respectivamente. Foi confirmado um caso de FHD no Acre e 3 no Amapá, todos com evolução para cura.

Região Nordeste
A Região Nordeste registrou 54.180 casos suspeitos de dengue, um aumento de 30,5% no número de casos quando comparado ao mesmo período de 2007. Foram confirmados 231 casos de FHD, sendo que 14 destes evoluíram para óbito. Foram registrados ainda 142 casos de dengue com complicação com 3 óbitos.

Quando se compara o número de casos notificados em 2008 com o mesmo período de 2007, observa-se redução nos seguintes Estados: Maranhão (66,7%), Piauí (64,9%) e Pernambuco (31,5%), e aumento nos seguintes: Sergipe (1.271,6%), Bahia (245,1%), Rio Grande do Norte (238,3%), Alagoas (33,4%), Paraíba (20,7%) e Ceará (1,8%).

O Estado da Bahia notificou o maior número de casos suspeitos de dengue 12.607, 19,8% (2.497) estão concentrados no município de Presidente Dutra, seguido do município de Irecê com 1.416 (11,2%) casos. Foram confirmados 4 casos de FHD, sendo um com evolução para óbito.

No Estado do Rio Grande do Norte foram notificados 11.820 casos, com destaque para a capital, Natal com 3.820 (32,3%) e os seguintes municípios: Parnamirim com 612 (5,2%), São Miguel com 592 (5%), Santa Cruz com 582 (5%) e São Gonçalo do Amarante com 548 (4,6%). Foram confirmados 68 casos de FHD, sendo 2 com evolução para óbito e 52 casos de dengue com complicação, todos com evolução para cura.

O Estado do Ceará notificou 10.078 casos, com destaque para os municípios de Fortaleza com 3.628 (36%) casos, Tauá com 688 (6,8%) casos e Itapipoca com 670 (6,6%). Foram registrados 109 casos de FHD, sendo 2 com evolução para óbito e 85 casos de dengue com complicação com 2 óbitos. Em Pernambuco foram registrados 5.749 casos suspeitos de dengue, os municípios com maior número de casos são Recife com 398 (6,9%), Jaboatão dos Guararapes com 335 (5,8%), Pesqueira com 320 (5,6%), Caruaru com 245 (4,3%) e Olinda com 208 (3,6%). Foram confirmados 2 casos de FHD um deles com evolução para óbito.

Em Sergipe foram registrados 4.485 casos de dengue, sendo 1.506 (33,6%) em Aracajú, 593 (13,2%) em Nossa Senhora do Socorro e 487 (10,8%) em Laranjeiras. Foram confirmados 22 casos de FHD, 5 deles com evolução para óbito. No Estado da Paraíba foram notificados 3.356 casos, os municípios com maior número de notificações são: Patos com 374 (11,1%), Cajazeiras com 320 (9,5%) e São Bento com 229 (6,8%). Foram confirmados 12 casos de FHD, todos com evolução cura.
O Estado do Maranhão registrou 2.539 casos suspeitos de dengue, com destaque para os municípios de Imperatriz com 643 (25,3%), São Luís com 226 (8,9%) e Estreito com 210 (8,3%) casos. Foram confirmados 5 casos de FHD, 3 deles com evolução para óbito.

Em Alagoas foram notificados casos 2.274 casos suspeitos, sendo 948 (41,7%) na capital, Maceió. Foram confirmados 6 casos de FHD com evolução para cura e 5 casos de dengue com complicação com 1 óbito. O Estado do Piauí notificou 1.272 casos, destes, 573 (45%) foram notificados em Teresina; houve 3 casos confirmados de FHD, todos com evolução para cura.

Região Sudeste
A Região Sudeste apresentou um aumento de 19,82% (114.051) no número de notificações, quando comparado com o mesmo período de 2007. Foram confirmados 691 casos de FHD com 46 óbitos. Houve ainda 3.148 casos de dengue com complicação com 45 óbitos.

Quando se compara o número de casos notificados em 2008 com o mesmo período de 2007, observa-se redução nos seguintes Estados: São Paulo (96,6%) e Minas Gerais (2,6%) e aumento no Rio de Janeiro (214,8%) e Espírito Santo (186%).

O Estado de São Paulo apresentou 1.603 casos confirmados, sendo que 468 (29,2%) foram confirmados nos municípios de Araraquara, 200 (12,5% casos) em Ribeirão Preto e 174 (10,9%) em Moji-Guaçu. Houve 1 caso de FHD confirmado com evolução para cura e 3 casos de dengue com complicação com 1 óbito.

Em Minas Gerais foram notificados 16.349 casos de dengue. Os municípios que registraram maior número de casos foram: Belo Horizonte com 3.439 casos (21%), Pedra Azul 905 (5,5%), Além Paraíba 792 (4,8%), Itaobim com 786 (4,8%) e Mutum 698 (4,3%). Foram confirmados 2 casos de FHD com 2 óbitos e 4 casos de dengue com complicação com 1 óbito.

O Estado do Espírito Santo notificou 10.588 casos de dengue, com destaque para os seguintes municípios: Cachoeiro de Itapemirim com 4.639 (41,3%), Vitória 1.053 (9,9%), Vila Velha 1.034 (9,8%), Mantenópolis 894 (8,4%) e Guarapari 842 (7,9%). Houve confirmação de 2 casos de FHD, ambos com evolução para cura.

O Estado do Rio de Janeiro notificou até a semana epidemiológica 14, 85.511 casos suspeitos de dengue, o que corresponde a 37 % dos casos notificados no Brasil. Os municípios com maior número de casos são: Rio de Janeiro com 50.216 casos (58,7%), Angra dos Reis com 5.291 (6,2%) e Nova Iguaçu com 5.263 (6,1%). Foram confirmados 686 casos de FHD, com 44 óbitos. Os casos de FHD estão concentrados principalmente nos municípios de Duque de Caxias 356 (52%) e Rio de Janeiro 169 (25%). Em relação aos óbitos por FHD, destacamos que 30 ocorreram no município do Rio de Janeiro e 9 no município de Duque de Caxias. Foram registrados 3.141 casos de dengue com complicação com 43 óbitos. Existem ainda 91 óbitos sob investigação. O maior número de óbitos (38) ocorreu em crianças em idade escolar na faixa de 0 a 15 anos. Foram internados 5.331 casos no Estado do Rio de Janeiro, sendo que 49% das internações ocorreram na faixa etária de menores de 15 anos.

Região Sul
A Região Sul notificou 6.769 casos de dengue, uma redução de 72,6% quando comparado com o mesmo período de 2007. Apenas no Estado do Paraná foi registrada transmissão autóctone de dengue em 2008. Não houve caso de FHD confirmado na região. O sorotipo DENV3 foi o único identificado no monitoramento viral.

O Estado do Paraná registrou 6.108 casos, uma redução de 74,8% quando comparado ao mesmo período de 2007. Os municípios com maior número de notificações são: Maringá com 535 (8,8%), Londrina 525 (8,6%), Ibiporã 447 (7,3%), Foz do Iguaçu 362 (5,9%) e Jataizinho 339 (5,5%).

Embora o Estado do Rio Grande do Sul tenha notificado os primeiros casos confirmados de dengue autóctone em abril de 2007, em 2008 os 344 casos notificados são importados.

O Estado de Santa Catarina continua sem transmissão autóctone de dengue e registrou 317 casos importados.

Principais Ações Desenvolvidas pelo Ministério da Saúde, em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, desde janeiro de 2007, para o controle da dengue em 2008:

• O Ministério da Saúde desencadeou, em 2007, um processo de avaliação independente do PNCD, com participação de especialistas e organismos internacionais e da comunidade científica, que ratificaram as ações desenvolvidas afirmando que tudo o que esta disponível no mundo para uso no campo já está implantado no Brasil;
• Garantia da transferência dos recursos do Teto Financeiro de Vigilância em Saúde para todos os estados e municípios certificados, no montante de R$821,5 milhões;
• Garantia do fornecimento de inseticidas, biolarvicidas e kits para diagnóstico para todas as Secretarias Estaduais de Saúde;
• Realização, em novembro, do Levantamento Rápido de índices de Infestação por Aedes aegypti – LIRAa em 164 municípios de maior risco para dengue. O LIRAa permite a identificação das principais áreas de risco em cada município e os principais criadouros do vetor, para direcionar a intensificação das ações de combate;
• Elaboração e distribuição de 380 mil exemplares do manual “Dengue Diagnóstico e Manejo Clínico – adulto e criança” para as unidades de saúde do SUS;
• Elaboração e distribuição de 350 mil CD-ROM sobre a atenção ao paciente com dengue, em articulação com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Médica Brasileira (AMB);
• Elaboração e distribuição de 330.000 exemplares do manual técnico Dengue – Manual de Enfermagem adulto e criança ;
• Envio de correspondência para cada médico e todas as equipes de saúde da família do Brasil, ressaltando a importância do diagnóstico precoce e uma atenção oportuna aos pacientes suspeitos de dengue;
• Em parceria com o setor privado e o não governamental, o poder público desenvolveu e está veiculando campanhas educativas e de mobilização em caráter permanente e regionalizada, observando as especificidades locais. Este trabalho iniciou com a veiculação da Campanha “Combater a dengue é um dever seu, meu e de todos nós. A dengue pode matar”. Exemplos de parcerias: Unilever, Rede Mc Donald´s, Ambev, Cesp, Leroy Merlin, CNI, CEF, Banco do Brasil, Rede Globo, Infraero, Anfarmag, Jornal JB, Rádio Nova Brasil FM, Bandas Musicais, Associação Brasileira de supermercados, SESI, etc;
• Elaboração de um número específico sobre Vigilância em Saúde na série de cadernos de Atenção Básica.
O controle da dengue dá-se essencialmente no nível coletivo e exige um esforço de toda a sociedade, independente da classe social, credo ou raça. O compartilhamento de responsabilidades e integração de esforços de todos nós brasileiros é a principal arma contra essa doença, que se não mata, debilita causando prejuízos à saúde, ao trabalho e a economia nacional.
O volume de recursos para o combate à dengue, neste repasse do Fundo Nacional de Saúde para os fundos estaduais e municipais de saúde, soma R$ 575 milhões, o que reflete o desafio que temos diante do enfrentamento à doença. Adicionalmente, outros R$ 10,2 milhões foram utilizados para a compra de insumos, como inseticidas e biolarvicidas.
Outros números do esforço federal no combate à dengue:
• 2,9 bilhões no PAC Saneamento para diminuir a incidência de dengue;
• 18.100 agentes de campo cedidos aos estados e municípios;
• R$ 55 milhões/ano transferidos adicionalmente para contratação de agentes de campo. 6.671 agentes contratados em 587 municípios;
• 111.039 profissionais capacitados entre médicos, agentes de saúde, supervisores de campo, técnicos em vigilância epidemiológica;
• 122 laboratórios para diagnóstico, em todas as UF;
• 2 laboratórios de fronteira para monitorar a entrada de novos sorotipos virais;
• 4 laboratórios sentinelas para monitorar a resistência dos inseticidas em municípios sentinelas;
• 1.858 veículos, 997 nebulizadores, 827 pulverizadores, 477 microscópios e 385 microcomputadores, para fortalecer a infra-estrutura de estados e municípios;
• 4 milhões de tampas e capas distribuídos aos municípios para vedação de caixas de água;
• 222 ECOPONTOS implantados, em 200 municípios, em articulação com a iniciativa privada, para recolhimento e destino adequado de pneus;
• 31 consultores contratados para assessoramento às Secretarias estaduais de Saúde;
• 40 milhões investidos em campanhas publicitárias com veiculação nacional em rádio, TV e mídias exteriores.

Tabela 1: Casos Notificados de Dengue Clássico e Confirmados para Febre Hemorrágica da Dengue e Óbitos, por Unidade Federada (UF) de Residência, Brasil, 2008 (1)

Casos Notificados de Dengue Clássico e Confirmados para Febre Hemorrágica da Dengue e Óbitos

Fonte: SVS/SES

• Dados até a semana epidemiológica 14, sujeitos a alteração.
• Casos confirmados autóctones
• Casos importados
• Casos confirmados

Tabela 2: Comparativo dos casos notificados de dengue por Unidade Federada, janeiro a março, 2007-2008 (1)

Comparativo dos casos notificados de dengue por Unidade Federada, janeiro a março, 2007-2008

Fonte: SVS/SES

• Casos confirmados autóctones
• Casos importados
* Dados até a semana epidemiológica 14, sujeitos a alteração.
** Incidência por 100.000 habitantes

Tabela 3: Monitoramento viral por Unidade Federada, Brasil, 2008 (1)

tabela 3

Fonte: Lacens Estaduais, Coordenação Geral de Laboratórios, Instituto Evandro Chagas.

(1) Dados até 31 de março de 2008.

Tabela 4: Taxas de Incidência dos Casos Notificados de Dengue por Região de Residência, Brasil, 2008*.

Regiões

Taxas de Incidência /100.000 habitantes

Incidência

Norte 227,4

Média

Nordeste

103,8

Média

Sudeste

141,4

Média

Sul

24,5

Baixa

Centro-Oeste

154,9

Média

Brasil

121,9

Média

Fonte: SVS/SES

*Dados até a semana epidemiológica 14, sujeitos a alteração.
Figura 1: Incidência de Dengue por Município de Residência, Brasil, 2008*

Incidência de Dengue por Município de Residência, Brasil, 2008*

legenda

Fonte: SVS/SES.

*Dados até SE 14, sujeitos a alteração.

ANEXO

• Definição de caso confirmado de febre hemorrágica da dengue (FHD)
É o caso confirmado laboratorialmente e com todos os critérios presentes a seguir:
a) febre ou história de febre recente de sete dias;
b) trombocitopenia (<= 100.000/mm3 ou menos);
c) tendências hemorrágicas evidenciadas por um ou mais dos seguintes sinais: prova do laço positiva, petéquias, equimoses ou púrpuras, sangramentos de mucosas do trato gastrintestinal e outros;
d) extravasamento de plasma devido ao aumento da permeabilidade capilar, manifestado por: hematócrito apresentando aumento de 20% sobre o basal na admissão; queda do hematócrito em 20%, após tratamento adequado; presença de derrame pleural, ascite e hipoproteinemia.

• Definição de caso de dengue com complicações (DCC)
É todo caso que não se enquadra nos cirtérios da OMS de FHD e quando a classificação de dengue clássica é insatisfatória.
Nessa situação, a presebça de um dos achados a seguir caracteriza o quadro: alterações graves do sistema nervoso; disfunção cardiorrespiratória; insuficiência hepática; plaquetopenia igual ou inferior a 50.000/mm3; hemorragia digestiva; derrames cavitários; leucometria global ou inferior a 1.000/mm3; óbito.
Manifestações clínicas do sistema nervoso, presentes tanto em adultos como em crianças, incluem: delírio, sonolência, coma, depressão, irritabilidade, psicose, demência, síndrome de Reye, síndrome de Guillain-Barré e encefalite. Podem surgir no decorrer do período febril ou mais tardiamente, na convalescença.

Fonte: saude.gov.br

Última atualização: 06/06/2008

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14 Comentários Publicados

  • catiane — 14/05/2008 @ 15:47

    queria casos de dengue a partir do ano de 2000 ate 2008 por mes que é para trabalho escolar estou precisando muito

    obrigado pela atençao


  • RAY — 02/06/2008 @ 13:59

    QUERIA Q FALASEM SOBRE OS CASOS DE DEGUE DESDE 2000 ATE 2008 PARA UM TRABALHO ESCOLAR

    OBRIGADO.


  • Família Brasil — 06/06/2008 @ 9:34

    Ray, neste link: http://www.combateadengue.com.br/?p=58 tem os dados de estatísticas de dengue de 1997 a 2007.


  • andreza — 09/03/2009 @ 10:06

    não consegui entender o texto !!!!!!!!

    Atenciosamente ; Andreza!


  • andreza — 09/03/2009 @ 10:07

    preciso de uma interpretação antes desta quinta para entregar o texto na escola!!!!
    obrigado


  • karolaine — 20/06/2009 @ 12:15

    o que a dengue de juazeiro


  • mizzi — 14/09/2009 @ 9:38

    Por favor, queria a soma do número de casos em todas as regiões brasileiras de 2008 inteiro. Obrigada desde já.


  • sharlla — 24/11/2009 @ 11:15

    fiquei muito satisfeita com este site pois achei todas as devidas informaçãoes para a pesquisa do meu trabalho!


  • telma miranda — 07/03/2010 @ 12:15

    o problema da dengue só será resolvido quando todos unidos,informados e conscientizados tomar a responssabilidade pra si. Questão de educação!


  • Juan — 11/03/2010 @ 13:49

    amei este saite mesmo


  • Susana Araújo Rodrigues — 11/03/2010 @ 14:28

    Sou Gestora Hospitalar e adorei a notícia, espero receber sempre notícias sobre a Saúde no Brasil.


  • Juan — 12/03/2010 @ 14:20

    muito bommmmm


  • william — 22/09/2013 @ 15:39

    não achei o que queria


  • william — 22/09/2013 @ 15:40

    ate que não é ruim tenho que achar grafico de dengue de 2012/2013 algem pode me ajudar



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