23/05/2011

Estado do Rio registra 70 mortes por dengue em 2011

Apenas nos primeiros cinco meses de 2011, o número de mortes por dengue no Rio de Janeiro registrou um aumento de 62% em relação a todo o ano de 2010. Até a última quarta-feira (18), a Secretaria Estadual de Saúde confirmou 70 mortes, contra 43 contabilizadas entre janeiro e dezembro do ano passado.

Levando-se em conta a última semana, foram 4 mortes. A média de pessoas com suspeita da doença no Estado chega a 639 por dia, resultando em um total de 95.931 casos.

As mortes foram registradas nos seguintes municípios: Nova Iguaçu (7), Duque de Caxias (5), Magé (2), Cabo Frio (1), São Gonçalo (8), Maricá (1), Mesquita (1), Rio de Janeiro (26), São João do Meriti (4), São José do Vale do Rio Preto (1), Bom Jesus de Itabapoana (1), Itaocara (2), Itaperuna (1), Rio das Ostras (2), Barra Mansa (1), Belford Roxo (2), Campos dos Goytacazes (2), Angra dos Reis (1), Queimados (1), Seropédica(1) e Barra Mansa (1).

Atualmente, o Estado do Rio de Janeiro observa epidemia nos seguintes municípios: Bom Jesus de Itabapoana, Santo Antônio de Pádua, Cantagalo, Mangaratiba, Cordeiro, Guapimirim, Seropédica, Magé, Silva Jardim, Cabo Frio, Macuco, Iguaba Grande, Quissamã, Rio das Ostras, Angra dos Reis, Mesquita, Vassouras e Cambuci.

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde ressalta que continua sendo observada a redução no número de notificações nos seguintes municípios: Bom Jesus de Itabapoana, Seropédica, Magé, Santo Antônio de Pádua, Mangaratiba, Cantagalo, Quissamã, Mesquita e Guapimirim.

Balanço divulgado na última terça-feira (17) pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro mostra que dois bairros da capital fluminense registram taxa de infestação pela dengue em nível acima do que é considerado uma epidemia. O total de casos apenas na capital fluminense chega a 42 695.

Em Pedra de Guaratiba, na zona oeste, e em Bonsucesso, na zona norte, as taxas de incidência de dengue alcançaram patamar acima de 300 casos a cada 100 mil habitantes, índice utilizado pela prefeitura do Rio para configurar como surto da doença ou epidemia.

Em outros seis bairros – Cocotá, Moneró (Ilha do Governador), Santo Cristo (zona portuária), Guadalupe, Jardim Sulacap (zona norte) e Sepetiba (zona oeste) – o índice se situa entre 100 a 299 casos a cada 100 mil habitantes, valor que coloca a infestação da doença na faixa intermediária, mas muito próxima ao nível alto de infestação, já preocupando as autoridades de saúde.

Jovens têm mais riscos

A disseminação do vírus da dengue entre a população jovem com a volta do vírus tipo 1 no Estado do Rio de Janeiro tem preocupado as autoridades de saúde, segundo o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde do Rio, Alexandre Chieppe.

O vírus tipo 1 não era detectado desde meados da década de 1980, mas reapareceu no ano passado. Com isso, jovens, crianças e adolescentes, que nasceram após esse período, não têm imunidade ao vírus, ficando mais suscetíveis à doença.

- As pessoas que nasceram no final da década de 80 não têm imunidade. É uma população muito grande suscetível ao vírus.

Segundo Chieppe, do total de casos investigados pela secretaria apenas 4% tiveram complicações e 1% foram considerados graves.

Outra preocupação é com os municípios da Baixada Fluminense, Niterói e São Gonçalo, cidades onde a grande densidade populacional aumenta o risco de contaminação da dengue, que atinge seu pico nos meses de março e abril.

O Rio de Janeiro está entre os 16 estados com alto risco de epidemia de dengue, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde.

Fonte: R7

Última atualização: 23/05/2011

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