21/01/2011

Dengue: ministro pede a planos de saúde ‘prioridade’ em atendimento

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou nesta quinta-feira, em São Paulo, um encontro com representantes de operadoras de plano de saúde com o objetivo de fortalecer as ações de prevenção e combate à dengue no País. Ele pediu que as operadoras priorizem o atendimento a casos suspeitos da doença. De acordo com um relatório divulgado pelo Ministério da Saúde, 16 Estados aparecem com “risco muito alto” de enfrentar uma epidemia este ano.

Segundo Padilha, o governo quer se “antecipar” à proliferação da dengue e estruturar as redes de atendimento, particular e privada, na vigilância e monitoramento dos casos suspeitos. Entre as ações anunciadas pelo ministro está a reedição de um protocolo de atendimento, que será enviado também para os profissionais da rede suplementar de saúde.

“Esperamos que as operadoras nos ajudem a informar seus profissionais de saúde, e que eles tenham acesso ao protocolo de atendimento que explica como atender um caso de dengue no País. Queremos que elas (as operadoras) organizem seus serviços, assim como a rede pública está fazendo, para atender de forma prioritária qualquer pessoa que tenha suspeita de dengue. Nós queremos, portanto, a participação dos planos de saúde e dos médicos que atendem pelos planos de saúde para aumentar a qualidade de atendimento nos casos suspeitos de dengue”, afirmou.

O ministro informou ainda que o governo fortalecerá a distribuição de cartões com o histórico de atendimento e tratamento de pacientes com sintomas de dengue. Cerca de 400 mil cartões já foram distribuídos desde o início do ano, segundo Padilha. “É decisivo que se faça chegar aos profissionais da saúde esse conjunto de informações para combater a doença”, disse.

Nesta sexta-feira, o ministro da Saúde visitará os Estados de Goiás e Tocantins para reforçar as medidas anunciadas pelo governo. Neste mês, o governo divulgou que 21 das 27 brasileiros têm “risco alto” ou “muito alto” de epidemia de dengue neste verão. Todos os Estados do Norte e Nordeste e grande parte do Rio de Janeiro e Espírito Santo compõem a estatística.

Vítimas no Rio
Sobre as vítimas das enchentes na região serrana do Rio, Padilha afirmou que o governo prepara ações de vigilância e atenção não apenas para a dengue, mas também com foco em doenças advindas da tragédia ambiental, como a leptospirose, e outras proliferadas por animais abandonados.

Segundo o ministro, os seis hospitais federais do Rio de Janeiro já contam com um fluxo de atendimento específico às vítimas das chuvas. Ainda há o apoio financeiro a três hospitais de campanha instalados na região para auxiliar as vítimas.

A dengue
A dengue é transmitida pela picada do mosquito hospedeiro infectado Aedes aegypti . O vírus passa por um período de incubação de quatro a 10 dias. Os primeiros sinais são febre alta, dor nas articulações e músculos, fraqueza, falta de apetite, manchas avermelhadas pelo corpo, fortes dores de cabeça e dor no fundo dos olhos.

A chamada dengue clássica cura-se naturalmente, quando o organismo livra-se do vírus através de anticorpos. A forma hemorrágica, no entanto, requer mais cuidados. Quando o paciente apresenta o quadro hemorrágico existe sangramento da gengiva, das narinas e de órgãos internos, o que ocasiona as dores abdominais.

Não existe um tratamento específico para a dengue. São tratados somente os sintomas, ou seja, antitérmicos auxiliam a controlar a febre e os analgésicos amenizam as dores musculares e de cabeça, por exemplo. A dengue é uma doença de cura definitiva e espontânea. Isso quer dizer que a pessoa estará sã quando o ciclo do vírus se completar no organismo. Quando há suspeita de dengue, todos os medicamentos que sejam feitos à base de ácido acetil salicílico têm de ser evitados.

Fonte: Terra

Última atualização: 21/01/2011

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