01/03/2011

Dengue mata 9ª pessoa no CE

Já são nove mortes por dengue confirmadas neste ano no Ceará, segundo o boletim divulgado ontem pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Dois desses casos foram por febre hemorrágica. A última vítima é do município de Chorozinho, Região Metropolitana de Fortaleza. O coordenador de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa, Manoel Fonseca, explica que o número de óbitos é preocupante. “Estamos com mais óbitos que o aceitável pelo Ministério da Saúde”, alerta.

Para Fonseca, o ponto crítico é quanto à assistência dos pacientes. “Em muitos casos de óbito, os profissionais não atentaram para a possibilidade da doença”, explica. Ele ainda afirma que a estratégia para evitar complicações e mortes é sempre conduzir os casos suspeitos como se fossem dengue.

Epidemia

O diagrama de controle da Sesa dos últimos 10 anos, não caracteriza os 3.182 casos confirmados em 2011 como sendo uma epidemia no Estado. Ainda assim, a situação é de alerta. “Os casos são dispersos. Nós estamos vivendo surtos epidêmicos em alguns municípios, mas já constatamos que esses locais têm tido dificuldades de controlar o mosquito. Faltam agentes de endemias”, relata Manoel Fonseca.

De acordo com a Sesa, são promovidos, regularmente, cursos de orientações para os profissionais da saúde tratarem à dengue. Só este ano, quatro desses cursos já foram realizados. Médicos da Sociedade de Pediatria, enfermeiros e profissionais de emergência do Hospital Infantil Albert Sabin participaram da capacitação.

Outra medida importante, foi a chegada de mais 10 carros fumacê para o combate ao mosquito, que foram emprestados pelo Ministério da Saúde à Sesa.

Fortaleza

Até agora nenhuma morte por dengue foi registrada em Fortaleza. O último boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) contabiliza 1.131 casos confirmados.

O secretário da SMS, Alexandre Mont´Alverne concorda que em se tratando da doença “não se pode esperar o diagnóstico laboratorial” é preciso fazer a condução clínica dos sintomas com base na dengue.

Para tanto, a Secretaria realizou na tarde de ontem uma reunião com os coordenadores dos 92 postos de saúde da Capital. Na ocasião foi apresentado um guia de orientação sobre os cuidados de pacientes com sintomas de dengue, que chegam aos postos de saúde, lotados, nesta época do ano.

O titular da SMS admite que há uma sobrecarga do sistema de atenção básica em função não só da dengue, mas de uma série de viroses que acontecem no período de chuvas. “Não é um problema exclusivo dos postos. Os hospitais, não só os do Município, também estão sobrecarregados”, minimiza.

Ele afirma que a Secretaria está se esforçando para realizar tudo que é possível para melhorar os atendimentos. “Estão previstos reforços na área física, em medicamentos e na parte de material médico hospitalar”, afirmou o dirigente.

Recursos

O prefeito, em exercício, de Fortaleza, Acrísio Sena, afirmou durante a reunião que há quatro anos consecutivos o Município vem gastando 24% dos seus recursos em saúde preventiva. “Mas nós vamos precisar de um maior aporte do Governo do Estado e do Ministério da Saúde. A dengue é um problema de todos nós”, admite.

Hoje, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estará em Fortaleza para encontro com secretários e prefeitos do Estado, na Escola de Saúde Pública. Em pauta, a discussão para traçar estratégias de combate de problemas, como a dengue.

Fonte: Diário do Nordeste

Última atualização: 01/03/2011

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