29/03/2011

Cinco municípios alagoanos vivem epidemia de dengue

Alagoas está entre os 16 estados brasileiros sob risco de proliferação da doença; Estado também enfrenta problemas com a mortalidade

Com o objetivo de alertar sobre o risco de epidemia de dengue em Alagoas, a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Sandra Canuto, falou aos prefeitos sobre o mapa da doença no Estado, de janeiro a março deste ano, durante reunião da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) realizada nesta segunda-feira (28), em Maragogi, que está entre os municípios que apresentam situação de alerta.

Sandra Canuto pediu o empenho dos municípios para o controle da doença e fez algumas recomendações aos gestores. “É preciso que os municípios desenvolvam ações junto à população para alertar sobre os riscos da proliferação do mosquito transmissor da dengue, como a intensificação da coleta de lixo e campanhas educativas”, sugeriu a superintendente, informando que o vírus tipo 4 já está circulando na Região do Nordeste.

“Nós já temos a circulação dos três tipos iniciais de dengue em Alagoas. Mas já tivemos o registro da dengue tipo quatro no Rio de janeiro, na Bahia e no vizinho Pernambuco. Como Alagoas está entre os dezesseis estados do risco de epidemia, precisamos redobrar os cuidados, desde o reforço por parte de cada município no tocante à Saúde Pública, com a realização de multirões em parceria com o governo estadual, além da devida atenção à destinação do lixo e ao abastecimento d’água e saneamento, até a conscientização junto à população, que precisa seguir atenta ao acúmulo de água limpa a céu aberto”, complementou a superintendente, acrescentando que o cidadão alagoano ainda não está preparado para enfrentar a dengue tipo 4, haja vista que não desenvolvera o sistema imunológico para tal.

Somente este ano, em Alagoas, foram notificados 2.449 casos de dengue, sendo 593 confirmados. Os municípios de Belém, Colônia de Leopoldina, Estrela de Alagoas, Marechal Deodoro e Palmeira dos Índios já estão em situação de epidemia. Já os municípios de Arapiraca, Coité do Nóia, Rio Largo, Lagoa da Canoa, Santa Luzia do Norte, Teotônio Vilela, São Brás e Satuba estão em situação de alerta.

A dengue é uma doença infecciosa transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado. É uma doença série que pode matar, mas também pode ser evitada se atitudes efetivas forem tomadas. A Secretaria de Estado da Saúde, segundo Sandra Canuto, estará, nesta terça-feira (29), em Colônia Leopoldina, desenvolvendo atividades como a do carro fumacê, de modo a combater o mosquito.

Mortalidade

A superintendente também discorreu aos presentes sobre os números relativos à mortalidade infantil em Alagoas, o campeão brasileiro neste quesito, segundo levantamento de setembro de 2010 do IBGE – a cada mil crianças nascidas vivas, 46,4 morrem no Estado em um ano. “Mas temos o que comemorar. Afinal, alguns municípios como Belém, desde o ano dois mil e sete sem registro de dengue, estão já há algum tempo sem contabilizar mortes em decorrência da desnutrição das nossas crianças”, salientou Sandra Canuto, reportando-se ainda a outros sete municípios na mesma situação: Chã Preta, Jundiá (há dois anos sem registro), Minador do Negrão (também há dois anos com caso ‘zero’), Olho D’água Grande, Palestina, São Brás e São Miguel dos Milagres.

Contudo, ainda de acordo com Sandra Canuto, 28 municípios apresentaram aumento na taxa de mortalidade, no comparativo de 2010 com o ano de 2009. “Também neste caso estamos chamando a atenção para as causas, já que as crianças geralmente morrem quando completam até sete anos de vida. É preciso que se atenha à importância do pré-natal, já que a sobrevivência do bebê está muito relacionada a este procedimento”, comentou a superintendente, em entrevista à Gazetaweb.

Fonte: Gazeta Web

Última atualização: 29/03/2011

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