17/06/2013

Casos de dengue em 2013 crescem 58 vezes em Ribeirão Preto, SP

O número de casos de dengue confirmados nos cinco primeiros meses deste ano em Ribeirão Preto (SP) é 58 vezes maior em relação ao mesmo período de 2012, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (14) pela Secretaria Municipal da Saúde. O balanço aponta que de janeiro a maio a cidade totalizou 12.439 ocorrências de contaminação, enquanto que no mesmo período no ano passado os casos chegaram a 215. O levantamento aponta também a terceira morte por causa da doença – além de fevereiro e abril, maio teve um novo registro.

A incidência em alta da dengue se deve a uma variedade da doença que até então não havia circulado em Ribeirão, segundo a chefe interina da Vigilância Epidemiológica, Lis Aparecida de Souza Neves. Ela explica que em 2012 os pacientes ficaram menos suscetíveis à contaminação de dois vírus que causaram epidemias seguidas em 2010 e 2011 – com respectivamente 29.637 e 23.384 casos confirmados. No entanto, com um novo agente em circulação, mais pessoas ficaram expostas ao risco a partir de 2013. “Este ano o vírus que estava circulando é do tipo 4, que realmente que não tinha aparecido em Ribeirão. Mesmo pessoas que já tinham tido dengue de outros tipos ficaram suscetíveis”, disse.

Embora menos letal, a variedade da dengue que causou a nova epidemia na cidade apresenta sintomas mais intensos, afirmou Lis. “A mortalidade não chegou a ser tão elevada, mas os sintomas eram mais intensos. Houve muitas queixas de que os sintomas eram mais fortes.”

Focos de dengue
De acordo com a Vigilância Epidemiológica, os casos de dengue estão mais concentrados nas zonas oeste, com 4.139 casos confirmados, e norte, com 3.157. Locais com maior incidência de famílias em condições precárias de moradia e renda, segundo a chefe do departamento. “São duas áreas em que temos questões socioeconômicas, de vulnerabilidade social”, disse Lis.

Por conta dessa concentração, a Divisão de Controle de Zoonoses deu prioridade a essas regiões durante os arrastões de combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Apesar dessas ações e de uma tendência de queda na contaminação – o número de casos em maio, 1.537, é três vezes menos que o de abril –, ela alerta que os moradores precisam estar conscientes com relação à limpeza de suas casas. “A gente precisa ter a população sempre atenta ao controle do mosquito.”

Fonte: G1 SP

Última atualização: 17/06/2013

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