08/02/2011

AL tem aumento de 907% no número de casos de dengue em 2010

O número de casos de dengue em Alagoas aumentou 907% em 2010, em relação ao ano anterior. Segundo boletim epidemiológico da Sesau (Secretaria de Estado da Saúde), 55.272 casos foram registrados no ano passado, contra 6.092 de 2009. Foi o maior número de casos já registrados na história do Estado, que continua enfrentando aumento no número de notificações.

O número de casos graves da doença e de mortes também cresceu em 2010. Segundo a Sesau, foram registradas 24 mortes no ano passado, enquanto outros 13 casos estão sob investigação. O número de casos graves confirmados chegou a 644.

Em nota técnica, a Sesau afirma que o crescimento no número de casos graves e óbitos se deve à introdução de três tipos vírus da doença circulando no Estado, o que aumentou os casos de febre hemorrágica da dengue com complicação.

Ainda segundo a nota técnica, 69 dos 102 municípios estão em situação epidêmica, já que registram índice superior a 300 casos para cada 100 mil habitantes; enquanto 25 cidades estão em situação de alerta (entre 100 e 300 casos para 100 mil). Todos os municípios do Estado tiveram infestação do mosquito Aedes aegypti e casos registrados de dengue em 2010.

Além da epidemia em 2010, o número de casos cresceu em janeiro deste ano. Nas três primeiras semanas de 2011 foram notificados 369 casos, contra 247, em 2010. Três mortes foram notificadas.

Umas das mortes, de um adolescente de 17 anos que morava no bairro do Benedito Bentes, o maior de Maceió, foi confirmada pela Sesau no início da semana. Os outros dois casos, de pacientes do interior, ainda estão sob investigação.

“O principal fator desse alto número é sazonalidade da dengue. Estamos em um período epidêmico e era esperado esse aumento. É preciso agora que os gestores municipais melhorem suas atenções básicas, e que a classe médica também fica atenta”, disse Charles Nunes, diretor de Vigilância Epidemiológica da Sesau.

Risco muito alto

Em janeiro, o Ministério da Saúde classificou Alagoas como um dos 16 Estados com risco “muito alto” de epidemia da doença. A Sesau informou que o risco alto em Alagoas é resultado de uma série de fatores, mas o principal deles é o armazenamento de água parada pelas pessoas em casa.

O órgão afirmou que aumentou, em parceria com os municípios, as ações de combate ao mosquito transmissor da doença.

Para o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Toledo, é impossível reduzir o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti sem a participação da população. “Não é só um desafio apenas do Governo, mas de toda a sociedade. A dengue é uma catástrofe silenciosa, uma doença que mata centenas de brasileiros todos os anos e que precisa de uma reação de cada um. As ações de orientação e promoção estão ocorrendo por parte do Estado e dos municípios, mas é necessário o envolvimento de todos para enfrentar o problema e sensibilizar a sociedade”, disse, em entrevista à agência de notícias do governo do Estado.

Fonte: 24 horas news

Última atualização: 08/02/2011

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