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RO: Dengue faz uma vítima em Ariquemes

 30/1/2009 - 07:13:00 
Dengue hemorrágica pode ter sido a causa da morte do estudante Márcio de Lara Costa, de 18 anos de idade. Ele morreu no final da tarde de quarta-feira, no Hospital de Base, em Porto Velho, onde estava desde a última semana, quando foi levado às pressas de Ariquemes.

O pai de Márcio, o feirante José João Costa contou que o estudante começou a passar mal no último dia 17. “A princípio ele apresentava algumas coceiras pelo corpo, nós achávamos que era uma alergia, passou um remédio na pele e a coceira reduziu, achamos que o problema tinha acabado”, contou. Ele lembrou que passaram-se dois dias e o jovem voltou a ficar mal.

De acordo com o pai de Márcio, ele foi duas vezes à Unidade Mista de Saúde. “No hospital eles davam um soro e o mandavam para casa, na semana passada ele começou a piorar, decidi interná-lo em um hospital particular”.

O estudante ainda ficou dois dias internado em um hospital particular de Ariquemes, até que os médicos avisaram à família que era melhor transferi-lo para a Capital, pois os sintomas era de dengue. “Em Porto Velho a situação só piorou, meu filho foi para a UTI e não suportou”, lamentou.

No velório, que aconteceu na Igreja Assembléia de Deus do Setor 9, as pessoas estavam indignadas. “Era um jovem forte e com muita saúde, ninguém podia imaginar que isso iria acontecer”, disse uma amiga.

“A gente nunca espera que uma coisas dessas venha a acontecer com nossa família. Achamos que só ocorrem com as outras”, lamentou o pai de Márcio Costa.
 

Fonte: Folha de Rondônia

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BH quer ação conjunta para evitar epidemia de dengue

Sexta-feira 30 de janeiro de 2009 06:57

Duas ações definidas devem contribuir para a tentativa de se evitar a infestação da dengue em Minas Gerais, principalmente no período entre março e maio, definido como pico da contaminação. A primeira estabelece medidas que serão implantadas pelo grupo formado por nove prefeituras da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), limítrofes com a capital, e a segunda define a união entre poder público e as principais entidades médicas privadas no combate à dengue. A maior preocupação são os municípios localizados no entorno da capital: de acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Saúde (SES), até a quarta semana epidemiológica (de 1º a 29 de janeiro), 42% das notificações da doença no estado foram registradas nas 34 cidades que formam a região metropolitana. Ou seja, das 1.236 suspeitas da doença, 519 se deram na Grande BH.

Em encontro na manhã de quinta-feira, na Secretaria Municipal de Saúde de BH, o grupo das nove secretarias de saúde dos municípios finalizou um pacote de ações para reforçar a prevenção e o atendimento à população. O documento deve ser entregue ao secretário de Estado de Saúde, Marcos Pestana, na semana que vem e, imediatamente, deve ser posto em prática. Entre as medidas estão a distribuição de 4 milhões de panfletos para a orientar o cidadão sobre o que deve ser feito no combate à dengue; a entrega de protocolo de atenção direcionado para médicos e enfermeiros, com explicações detalhadas sobre como fazer o primeiro atendimento e quais tipos de exame devem ser feitos; e, ainda, a capacitação de profissionais de saúde.

À tarde, em encontro com prefeitos na Associação de Municípios da RMBH, foi apresentado o detalhamento das ações. Segundo o subsecretário estadual de Vigilância e Saúde, Luiz Felipe Caram, “é preciso integração entre as secretarias municipais e a veiculação na mídia de ações e métodos de prevenção para evitar o risco de epidemia”. Caram aproveitou para anunciar que o governo do estado deve capacitar 100 soldados de unidades do Exército em Minas para apoio ao atendimento médico, se houver saturação em hospitais, e para combater o vetor da doença, o Aedes aegypti. Além disso, pediatras de Betim e Contagem devem passar por treinamento especializado, como foi feito em Ibirité, Itabirito e Santa Luzia.

Entre as localidades da Grande BH que fizeram o Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRAa) este mês, 29% apresentaram níveis de proliferação do mosquito superiores ao tido como de risco de epidemia pelo Ministério da Saúde – 4% (o que significa que a cada 100 imóveis visitados em mais de quatro foram identificadas larvas do mosquito) – e o índice médio da região ficou em 3,1%, requerendo atenção da sociedade e dos órgãos governamentais. “As pessoas circulam e podem levar o vírus para outros municípios. Por isso, mesmo as cidades que apresentaram o nível recomendável precisam ficar atentas”, afirma Caram.

Pacto

A sociedade civil organizada e o governo devem se unir no combate à dengue. Em reunião na manhã de quinta-feira, entre representantes da pasta de Saúde de BH com diretores do Instituto Brasileiro para Estudo e Desenvolvimento do Setor de Saúde (Ibedess), que representam oito das principais instituições de saúde do estado, como Associação Médica de Minas Gerais, Associação dos Hospitais e Unimed-BH, foi firmado pacto entre as entidades privadas e o poder público. “Os profissionais serão capacitados para fazer o diagnóstico da doença, pois a cada ano surge uma novidade no tratamento, e, ainda, deve ser feita articulação entre as assessorias de comunicação social do Ibedess para reforçar o alerta à comunidade sobre os perigos da doença”, afirma o consultor do Ibedess, César Vieira.

Fonte: Pedro Rocha Franco - Estado de Minas 

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ACRE: Suspeitas de dengue hemorrágica assustam população

  30-Jan-2009 

Dois casos da doença foram confirmados recentemente no Acre 
No ano passado 3.758, pessoas sentiram os sintomas da dengue e procuraram à rede básica de saúde, onde 963 foram confirmados como infectados pela doença, além disso, cerca de 700 casos do número de suspeitas, ainda estão sendo investigados e o resultado deve compor o quadro epidemiológico de 2008.

Mais a dengue, continua em evidência no estado e assustando a população. A até o final da tarde de ontem já tinham sido registrados, pela coordenação de vigilância sanitária e epidemiológica de Rio Branco, 1.666 casos suspeitos da doença, sendo que 16 foram confirmados.

Segundo o Coordenador do setor, Jeosafá César, Ano passado foram confirmados seis casos de dengue hemorrágica, e todos evoluíram para a cura. Esse ano 11 casos já estão sendo investigados pela vigilância epidemiologia da Semsa, desses um está confirmado com a doença.

“Estamos fazendo todos os procedimentos de analise para identificar os casos. Existiam três casos de óbitos com causa suspeita de dengue hemorrágica, mas um deles que é o caso do adolescente que residia no Bairro Chico Mendes, já foi identificado como causa a Leptospirose, os outros ainda estão sendo analisados”, relata.

Contaminação - Uma pessoa contaminada com o vírus da dengue desenvolve a doença, que dura uma semana sem outras complicações. Mas, se houve uma segunda contaminação com um outro tipo de vírus da dengue, ela pode desenvolver a forma hemorrágica da doença. Por exemplo: uma pessoa pode se contaminar com o vírus da dengue tipo 1 e depois de um tempo se contaminar pelo vírus tipo 2. Nesse caso, ela pode desenvolver uma forma grave da doença, a chamada dengue hemorrágica, em que a pessoa doente pode ter sangramentos com choque e morte.

Na dengue hemorrágica, as plaquetas caem muito e a pessoa pode morrer em conseqüência dos sangramentos. Com a disseminação do mosquito, há um risco maior da pessoa se infectar por mais de um vírus e desenvolver a doença.

Tratamento - O tratamento é somente de suporte, pois não há um medicamento específico para tratar a doença. Este consiste em deixar o paciente em repouso, hidratado, sem febre e sem dor. Se o paciente apresentar sangramento, e deve receber tratamento específico em um hospital. O Uso de remédios sem prescrição médica pode influenciar na evolução da dengue para um quadro hemorrágico, pois alguns medicamentos contêm o ácido acetilsalicílico que age sobre as plaquetas, diminuindo a capacidade do corpo de formar coágulos, resultando em uma hemorragia pelos poros.

Fonte: Lyslane Mendes - Página 20

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Paraná se mobiliza contra o mosquito transmissor da dengue

29/01/09 20:43

Janeiro registra até o momento apenas nove casos da doença no Paraná. Todo o Estado está em campanha hoje

Os desafios para manter os baixos índices de casos de dengue registrados no Estado serão discutidos, hoje, no Dia Estadual de Mobilização Contra a Dengue. A data terá como tema “2009 sem dengue” e tem como principal objetivo estimular a mobilização popular e de órgãos públicos no combate ao mosquito transmissor da doença. Em 2008 houve a redução de 97% no número de casos no Estado, em comparação a 2007, e o desafio para este ano é manter esta baixa incidência.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA), em 2009 já foram notificados 545 casos de dengue no Estado. A maioria, 466 notificações, veio da 17ª regional da Saúde, em Londrina. Por conta disso é que o secretário de Saúde, Gilberto Martin, abre hoje o Dia Estadual de Mobilização Contra a Dengue nesta regional, em Cambé, município vizinho a Londrina. Paralelamente, atividades contra o mosquito estarão sendo desenvolvidas em todas as regiões do Estado.

Em Curitiba, agentes do Programa Municipal de Controle da Dengue estarão na Boca Maldita, das 9 às 16 horas, promovendo ações educativas, como jogos para as crianças, e distribuindo material informativo para a população em geral. “Vamos Manter Curitiba Livre da Dengue” é o nome da nova campanha, que tem como objetivo reforçar em cada residência as ações do poder público no combate à doença. “Estamos pedindo que cada um faça sua parte, mantendo o cuidado com o espaço de cada residência ou no trabalho, evitando deixar a água parada em vasos, calhas, caixas d’água destampadas, pneus e outros objetos”, afirma o secretário municipal de Saúde e vice-prefeito, Luciano Ducci.

Casos — De todas as notificações deste ano, somente onze casos foram confirmados pela Secretaria de Saúde do Estado. Nove deles são autócnes, ou seja, a pessoa foi infectada dentro do Estado, e outros dois são importados, vieram de outras regiões. Dos casos autócnes, sete foram confirmados em Londrina e dois em Umuarama, Norte e Noroeste paranaense, respectivamente. Na região de Curitiba não houve qualquer caso ou notificação.

O dia contra a dengue será marcado pela distribuição de folhetos educativos, exibição de vídeos, organização de palestras, carreatas e atividades para chamar atenção da população em todo Paraná. O secretário da Saúde aponta a importância de dar continuidade ao combate à doença.
“A redução de 97% obtida em 2008 só foi possível devido ao trabalho conjunto desenvolvido em todo Estado por meio de ações estaduais e municipais e com todos os segmentos da sociedade. O desafio para 2009 é manter esses índices baixos e para isso contamos com o apoio de cada um dos municípios”, destacou Martin.

Uma das preocupações da Secretaria da Saúde é que com a eleição de novos prefeitos e a troca de gestão municipal corre-se o risco de ocorrer uma interrupção no trabalho que tem sido desenvolvido na área de saúde. Para que isso não aconteça, é preciso que os novos gestores iniciem a administração intensificando as ações de combate ao mosquito vetor da dengue.

“A única vacina que temos contra a dengue é o combate do mosquito transmissor. Para conter sua proliferação precisamos mobilizar todas as esferas da sociedade e a população sobre os cuidados para evitá-lo”, acrescentou o secretário. No ano passado foram registrados no Paraná mais de 17 mil notificações de dengue e foram confirmados 957 casos da doença, sendo 81,7% (782 casos) autóctones.
Curitiba — O período entre janeiro e abril é o período mais crítico para ocorrência da doença. Em Curitiba não há registros de casos de dengue originados na própria cidade. Todos os registros e notificações são de casos chamados importados, de pessoas que contraíram a doença em outras cidades. Em 2008 foram notificados 569 casos suspeitos e apenas 28 casos confirmados, quatro deles no mês de janeiro.

“Todas as pessoas que viajarem a regiões como o norte e oeste do Paraná, interior de São Paulo, Rio de Janeiro, Minais Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem estar atentas e caso apareça algum sintoma devem procurar imediatamente uma unidade de saúde para as providências necessárias”, explica a coordenadora do Programa Municipal de Controle da Dengue, Márcia Krempel.

Os sintomas clássicos da dengue são febre alta, que dura em torno de sete dias, mal estar, dor de cabeça e no fundo dos olhos, dor intensa no corpo, cansaço, com vômito e náuseas, manchas vermelhas no corpo. Pode ainda haver hemorragias na pele e gengiva, no caso da dengue hemorrágica.

Fonte: Bem Paraná

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Bolívia admite que epidemia da dengue está “fora de controle”

29/01/09 - 19h38 - Atualizado em 29/01/09 - 19h40
 
La Paz, 29 jan (EFE).- O Governo da Bolívia reconheceu hoje que a epidemia da dengue está “fora de controle”, e confirmou que, até agora, deixou quatro mortos em sua variante hemorrágica, e negou as informações da imprensa que falam de uma quinta vítima.

O Ministério da Saúde informou que os infectados com dengue clássica subiram para 6.699 durante este mês, enquanto os do tipo hemorrágico se mantêm em 11, dos quais quatro morreram.

Apesar de a imprensa falar em cinco mortes, até o momento só foram confirmadas duas em Santa Cruz, leste, uma em La Paz e uma em Cochabamba, centro, onde uma menina de 17 anos morreu, disse à Agência Efe o chefe de Epidemiologia do ministério, Juan Carlos Arraya.

Por sua parte, o ministro da Saúde, Ramiro Taipa, declarou na cidade de Santa Cruz, a mais afetada pela epidemia, que “a situação está fora de controle, mas o Governo nunca deixou de prestar atenção”.

Nessa região, o número de casos chegou a 6.106.

No próximo fim de semana, organismos do Governo dirigirão junto com o Exército uma mobilização de vários setores sociais para fazer uma campanha de limpeza em Santa Cruz, enquanto no campo haverá fumigações nos focos da doença. EFE

Fonte: Da EFE

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