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Temporão: só mobilização pode virar jogo contra dengue

20/10/2008

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão afirmou, nesta segunda-feira (20), no Rio de Janeiro (RJ), que “virar o jogo” contra a dengue depende da união de forças dos governos federal, estadual e municipal e da mobilização da sociedade. “Não há uma solução mágica. Nós temos que enfrentar a realidade”, disse durante nesta segunda-feira (20) durante o lançamento da Campanha Nacional de Combate à Dengue, no Rio de Janeiro.

“A mobilização coletiva é um fator determinante na virada do jogo contra a dengue”, afirmou Temporão. Para ele, a população está bem informada sobre a doença e as principais ações de combate ao mosquito transmissor. No entanto, esse conhecimento tem que ser revertido em ações, com ampla mobilização.

O ministro destacou medidas para cada cidadão como a verificação diária nos possíveis pontos de infestação dentro das casas, conversa com os vizinhos, reunião lideranças comunitárias do bairro, mutirões de limpeza e detecção de áreas potenciais de foco, com o acionamento do poder público, quando necessário.

Segundo Temporão, o momento atual, de troca dos prefeitos merece atenção. A descontinuidade dos trabalhos de prevenção à dengue, como demissão de funcionários ou fim das ações de formação profissional, podem comprometer o esforço nacional, principalmente nas áreas de risco.

“Nós não podemos correr nenhum risco por conta da mudança do gestor. Por isso, estou convocando todas as equipes de transição para incluírem o tema dengue, dentro do conjunto de prioridades das ações de saúde”, ressaltou.

Na edição deste ano, o tema das peças publicitárias é “Brasil unido contra a dengue”. A campanha será dividida em três momentos de alerta. O primeiro ressalta a importância da limpeza antes do período das chuvas. O segundo, para a mobilização e combate aos focos do mosquito transmissor, nos meses de maior risco da doença. E o terceiro trata dos sintomas e o que a população deve fazer quando surgirem.

Foram investidos R$ 40,3 milhões, dos quais R$ 4,2 milhões para produção e R$ 36,1 milhões para a veiculação da campanha que começa hoje e segue até dezembro.

“Todo esse trabalho, todo esse esforço é para que nós não tenhamos uma repetição do que aconteceu no RJ neste ano. A meta é a redução do número de casos e óbitos. E vamos trabalhar duramente para isso”, afirmou.

INVESTIMENTOS:

No mês de outubro, o Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 128 milhões a mais para o Teto Financeiro de Vigilância em Saúde (TFVS) de estados e municípios.  Em toda a estratégia de combate à dengue, o Ministério da Saúde investira neste ano R$ 1,08 bilhão, um aumento de 23%, em relação a 2007. Esse é o maior volume de recursos já investidos pelo Ministério da Saúde com essa finalidade.

Os recursos adicionais são destinados aos municípios prioritários dentro da estratégia nacional de combate à doença, como áreas de fronteira, turísticas, regiões metropolitanas e com mais de 50 mil habitantes.

AÇÕES:
O Ministério da Saúde está desenvolvendo uma série de ações para o combate à epidemia neste ano. Confira alguns destaques:

Distribuição para Estados de 270 nebulizadores costais motorizados, 200 veículos Kombi, 100 motocicletas, 40 veículos pick-up e 30 pulverizadores costais motorizados;
Acordo com as Forças Armadas para atuar como agentes de combate ao mosquito e também para atuar de forma complementar no atendimento aos pacientes nas áreas de risco;
Ações com Ministério da Educação para levar informação e mobilização a estudantes e professores, como o filmete “Vila Saúde”, para alunos da educação básica;
Portaria interministerial envolve outros 9 órgãos do governo federal, no desenvolvimento de ações contra a dengue em suas áreas de atuação. São eles: os ministérios das Cidades, da Defesa, da Educação, Integração Nacional, Justiça, Meio Ambiente e Turismo, Casa Civil e Secretaria de Comunicação Social.
Parcerias com mais de 24 empresas e organizações civis para medidas de prevenção, educação e combate à dengue;
A partir de novembro, mais de 300 professores de Medicina e Enfermagem serão capacitados pelo Ministério da Saúde e agirão como multiplicadores, estendendo os conhecimentos para 31,6 mil pessoas que atuam diretamente em saúde;
No próximo dia 27, começa o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Agypti (LIRAa), que fará apuração em 169 municípios prioritários de infestação do mosquito transmissor, permitindo atuar in loco em medidas preventivas;
O Ministério da Saúde tem atuado em parceria com os estados na finalização de 13 planos de ação para enfrentamento da dengue, em regiões estratégicas;
Municípios parceiros do Ministério da Saúde estão testando três novas estratégias de prevenção e controle da dengue, com testes de sorotipos mais rápidos, captura de mosquitos por armadilha e uso da internet no alerta da população sobre focos do mosquito;
Sensibilização, até o momento, de 42.806 líderes comunitários por telefone e porta em porta;
Envio de material informativo a 4.121 emissoras comunitárias, carros de som, rádio-poste; e
Portaria publicada neste mês que recomenda às secretarias estaduais e municipais que orientar, fiscalizar e punir estabelecimentos comerciais e industriais que não atentarem para a formação de criadouros.

Fonte: Minitério da Saúde

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Temporão lança Campanha Nacional de Combate à Dengue

19/10/2008

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão lança, nesta segunda-feira (20), no Rio de Janeiro (RJ), a Campanha Nacional de Combate à Dengue. Na edição deste ano, o tema das peças publicitárias é “Brasil unido contra a dengue”. A campanha será dividida em três momentos de alerta.

O primeiro ressalta a importância da limpeza antes do período das chuvas. O segundo, para a mobilização e combate aos focos do mosquito transmissor, nos meses de maior risco da doença. E o terceiro trata dos sintomas e o que a população deve fazer quando surgirem.

“É preciso que cada brasileiro cuide da sua casa e da sua rua. Acione os vizinhos. Fale com os membros de sua comunidade. Alerte as autoridades ao detectar acúmulo de lixo ou locais que possam formar criadouros”, disse o ministro.

A campanha tem o objetivo de mobilizar gestores, profissionais de saúde e sociedade para a prevenção e educação. O foco é a eliminação dos criadouros de mosquitos, no período pré-chuvoso, e a diminuição do impacto da doença, na fase de alta infestação. Além disso, esclarece a população sobre o que fazer em caso de suspeita da doença.

A veiculação da campanha começa nesta segunda-feira (20) e será divulgada na televisão, rádio, revista, mobiliário urbano, internet e jornal. Foram investidos R$ 40,3 milhões, dos quais R$ 4,2 milhões para produção e R$ 36,1 milhões para a veiculação.

INVESTIMENTOS:

No mês de outubro, o Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 128 milhões a mais para o Teto Financeiro de Vigilância em Saúde (TFVS) de estados e municípios.  Em toda a estratégia de combate à dengue, o Ministério da Saúde investira neste ano R$ 1,08 bilhão, um aumento de 23%, em relação a 2007. Esse é o maior volume de recursos já investidos pelo Ministério da Saúde com essa finalidade.

Os recursos adicionais são destinados aos municípios prioritários dentro da estratégia nacional de combate à doença, como áreas de fronteira, turísticas, regiões metropolitanas e com mais de 50 mil habitantes.

AÇÕES:

O Ministério da Saúde está desenvolvendo uma série de ações para o combate à epidemia neste ano. Confira alguns destaques:

Foram distribuídos para Estados 270 nebulizadores costais motorizados, 200 veículos Kombi, 100 motocicletas, 40 veículos pick-up e 30 pulverizadores costais motorizados;

Acordo com as Forças Armadas para atuar como agentes de combate ao mosquito e também para atuar de forma complementar no atendimento aos pacientes nas áreas de risco;

Ações com Ministério da Educação para levar informação e mobilização a estudantes e professores, como o filmete “Vila Saúde”, para alunos da atenção básica;

Portaria interministerial envolve outros 9 órgãos do governo federal, no desenvolvimento de ações contra a dengue em suas áreas de atuação. São eles: os ministérios das Cidades, da Defesa, da Educação, Integração Nacional, Justiça, Meio Ambiente e Turismo, Casa Civil e Secretaria de Comunicação Social.

Parcerias com mais de 24 empresas e organizações civis para medidas de prevenção, educação e combate à dengue;

A partir de novembro, mais de 300 professores de Medicina e Enfermagem serão capacitados pelo Ministério da Saúde e agirão como multiplicadores, estendendo os conhecimentos para 31,6 mil pessoas que atuam diretamente em saúde;

No próximo dia 27, começa o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Agypti (LIRAa), que fará apuração em 169 municípios prioritários de infestação do mosquito transmissor, permitindo atuar in loco em medidas preventivas;

O Ministério da Saúde tem atuado em parceria com os estados na finalização de 13 planos de ação para enfrentamento da dengue, em regiões estratégicas;

Municípios parceiros do Ministério da Saúde estão testando três novas estratégias de prevenção e controle da dengue, com testes de sorotipos mais rápidos, captura de mosquitos por armadilha e uso da internet no alerta da população sobre focos do mosquito;

Sensibilização, até o momento, de 42.806 líderes comunitários por telefone e porta em porta;

Envio de material informativo a 4.121 emissoras comunitárias, carros de som, rádio-poste; e

A portaria publicada neste mês que recomenda às secretarias estaduais e municipais que orientar, fiscalizar e punir estabelecimentos comerciais e industriais que não atentarem para a formação de criadouros.

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde anuncia dia 13 estratégia para combate ao mosquito da dengue

O Ministério da Saúde vai anunciar segunda-feira (13) a estratégia montada  para o combate ao mosquito da dengue durante a…

Lourenço Canuto
O Ministério da Saúde vai anunciar segunda-feira (13) a estratégia montada  para o combate ao mosquito da dengue durante a estação de chuvas que começa no país. O ministro José Gomes Temporão disse que, para isso,  manteve entendimentos durante o ano com estados e municípios e já está concluindo a definição das medidas que vão ser tomadas. Ele informou que o orçamento para a campanha de combate ao mosquito está reservado.

Temporão defendeu a aprovação de projetos que estão em tramitação no Congresso e que aumentam os recursos do Orçamento da União para a área de saúde. Ele lembrou que, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2006 os governos federal, estaduais e municipais gastaram R$ 60 bilhões com saúde,  enquanto o dispêndio das famílias ficou em R$ 100 bilhões.

“É preciso aumentar o gasto público com a saúde que, pela Constituição Federal, é dever do Estado”, afirmou. De acordo com o ministro, a saúde tem que ser gerida por um novo modelo, por meio das fundações estatais, como prevê projeto em tramitação na Câmara.

O ministro comentou, em entrevista coletiva, a situação do dólar, que está com preço alto em função da crise financeira internacional. O Ministério da Saúde está acompanhando o impacto da variação cambial sobre o custo de insumos importados usados na produção de medicamentos, assim como de outros materiais de larga aplicação médico-hospitalar. “Estamos monitorando para ver o comportamento da moeda, o que fazer para enfrentar a nova realidade”, disse Temporão.

Agência Brasil - DF
09/10/2008 - 11:20

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Mudança climática pode aumentar dengue no Brasil

Relatório adverte que mudança climática na América Latina e Caribe terá conseqüências “devastadoras” ao meio ambiente e à economia destas regiões, assim como à saúde de centenas de milhões de pessoas.

Da Redação com agências

Barcelona - Relatório elaborado pelo Banco Mundial (BM) e divulgado ontem (7) afirma que falta de água potável e aumento das temperaturas, em conseqüência de mudança climática, causarão o crescimento de doenças tropicais como malária e dengue, fortemente presente no Brasil.

A vice-presidente do BM para a América Latina e o Caribe, Pamela Cox, que apresentou o relatório, advertiu que uma mudança climática terá conseqüências “devastadoras” ao meio ambiente e à economia destas regiões, assim como à saúde de centenas de milhões de pessoas.

A estes fatores, ela somou o aumento das catástrofes naturais, como a maior intensidade dos grandes furacões, provocando grandes perdas, dificilmente assimiláveis por países em desenvolvimento, sem contar o grande número de mortes causadas.

Os efeitos da mudança climática sobre o meio ambiente, na proliferação de doenças e no desenvolvimento dos países latino-americanos tomaram conta dos debates no segundo dia do Congresso Mundial da Natureza, realizado em Barcelona, na Espanha.

Especialistas da Wildlife Conservation Society (WCS) alertaram para a existência de 12 doenças que podem levar à morte tanto o homem quanto animais selvagens, e que poderiam se espalhar por novas áreas por causa da mudança climática.

Entre estas doenças, estão a gripe aviária, o cólera, o ébola, os parasitas intestinais, a doença de lyme, a tuberculose e a febre amarela.

Segundo o vice-presidente da WCS, William Karesh, mudanças de temperaturas e de níveis das chuvas em grandes regiões do planeta estão facilitando o deslocamento dessas doenças o que, segundo ele, terá conseqüências não apenas sobre a saúde humana e animal, mas também sobre a economia.

O relatório do BM, destacou ainda que os países latino-americanos serão alguns dos que mais sofreram os efeitos de mudança climática pois, apesar de emitirem apenas 6% dos gases do efeito estufa, cerca de 77 milhões de pessoas destes territórios terão problemas de acesso a água em 2020.

Cox ressaltou “o cruel e irônico” fato de que países sem quase nenhuma responsabilidade sobre o problema sejam, ao mesmo tempo, os mais vulneráveis e que menos recursos têm para se adaptar.

Brasil/Portugal
08/10/2008 - 11:30

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