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Multa contra a dengue

Moradores de Ribeirão que permitam a propagação de criadouros podem ser autuados em até R$ 3.720

 Moradores de Ribeirão Preto que armazenarem lixo e outros materiais que permitam o acúmulo de água e conseqüente propagação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela, poderão sofrer as conseqüências no bolso. Uma lei proposta por dois vereadores da bancada do PSDB e promulgada pelo prefeito Welson Gasparini (PSDB) determina multas de até R$ 3.720 (250 Ufesps) a quem não fizer limpeza adequada no imóvel.

As sanções iniciais serão advertência, mas poderão acarretar em multas do segundo flagrante em diante. O valor cobrado para imóveis residenciais será de R$ 446,40 (30 Ufesps), sendo o dobro em caso de reincidência. Para estabelecimentos comerciais, a multa será a partir de R$ 1.488 (100 Ufesps), podendo chegar a R$ 3.720 (250 Ufesps) a cada reincidência.
A promulgação da lei ocorreu na última quarta-feira, mesmo dia em que funcionários da Secretaria da Saúde, munidos de mandado judicial e na companhia da Guarda Civil Municipal, enfrentaram resistência de um morador da Vila Tibério que acumulava 2,5 toneladas de lixo em casa. Revoltado com a ação, ele feriu um guarda a facadas.

ACESSO. A lei, que entra em vigor no prazo de 60 dias, também determina punições a quem impedir a entrada dos agentes de controle de vetores. A multa será de R$ 744 (50 Ufesps) a cada vez que o acesso for vetado.

“Acho que o caminho normal para o combate ao mosquito é pela educação, mas isso é para médio e longo prazo. A epidemia não espera a gente ser educado para evitá-la. Por isso foi preciso uma medida mais drástica como a multa, que é um instrumento a mais para garantir a eficácia no combate”, disse Paulo Camarero, chefe da Divisão de Controle de Vetores.

Segundo ele, ainda não foi definido quem fará a fiscalização e quais critérios serão adotados. “Teremos que ter parcimônia para que a medida não se reverta contra nós e seja antipática para a população”, afirmou.

O QUE DIZ A LEI

“É proibida (…) a falta de assepsia adequada, armazenamento de lixo, entulho, dentre outros, que acumulem água, e que possibilitem a proliferação e criadouros do mosquito Aedes aegypti”
Artigo 3º da Lei n 11.598

Cidade já foi vice-líder em contaminação

Depois de contabilizar 6.438 casos de dengue em 2006, o que lhe rendeu a vice-liderança de contaminação no Estado, atrás apenas de São José do Rio Preto, Ribeirão viu seus índices caírem no ano passado para 2.690 casos, e pretende manter as estatísticas em baixa neste ano, em que já foram confirmadas 931 contaminações.

“É preciso trabalharmos agora para garantir que a gente tenha transmissões controladas quando esquentar e chover. Não se pode simplesmente esquecer. As grandes epidemias geralmente começam assim”, afirmou Paulo Camarero, chefe da Divisão de Controle de Vetores. Segundo ele, para um resultado satisfatório é essencial o engajamento da população. “Cerca de 80% dos criadouros estão em casas.”

Mais que a dengue, o que agora tem preocupado os profissionais de saúde é o avanço da febre amarela, que já fez uma morte na região e pode ter sido responsável por outras quatro desde abril. Como não houve confirmação da causa das mortes por outras doenças, a Vigilância Epidemiológica de Ribeirão pediu para o Instituto Adolfo Lutz refazer exames de febre amarela para esses quatro casos. O resultado deve sair em julho.

“Todos tiveram quadro hemorrágico. Para nós, a suspeita é de febre amarela, porque outras doenças, como hantavirose ou leptospirose, já foram descartadas”, disse a Ana Alice de Castro e Silva, chefe da Vigilância Epidemiológica. (ALV)

Fonte: Gazeta de Ribeirão

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Belo Horizonte vai usar veneno mais forte contra mosquito da dengue

Neste ano, mais de 11,3 mil pessoas tiveram a doença na capital mineira. Posto de saúde atendem, por dia, 62 pessoas com sintomas da dengue.

A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte vai trocar o veneno usado para combater o mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Só neste ano, mais de 11,3 mil pessoas tiveram o tipo clássico da doença na cidade. O número é quase 120% maior do que em todo o ano passado.

 A explosão nos índices da doença se refletiu principalmente nos postos de saúde. Em 2007, a média era de 14 casos por dia na capital mineira. No primeiro semestre deste ano, o número diário de registros passou para 62. E mesmo na época mais fria do ano, quando a tendência é de redução dos doentes, os médicos continuam recebendo pacientes com os sintomas da dengue.

Para a Secretaria de Saúde, intensificar o combate à doença agora é sinônimo de menos casos no verão, época mais favorável à reprodução do mosquito, por conta do calor e do excesso de chuvas.
 
O secretário Helvécio Magalhães disse que o veneno usado para combater o Aedes aegypti vai ser substituído por um produto mais forte. “Nós detectamos, junto com o Ministério da Saúde, que já há resistência significativa, aqui em Belo Horizonte, para o veneno usado há muitos anos”, comentou. “O mais importante é retirar, nesta época do ano, os possíveis focos da dengue.”

 A prefeitura informa que três pessoas já morreram vítimas da dengue em Belo Horizonte neste ano.

Fonte: G1

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Aumenta risco de dengue entre pobres nos EUA, diz estudo

Especialistas responsabilizam mudanças climáticas e aumento na pobreza.

Pobres nos Estados Unidos estão sob risco cada vez maior de contrair doenças tropicais como dengue e Doença de Chagas, de acordo com um relatório.

Os pesquisadores apontam mudanças climáticas e um aumento na pobreza como causas do problema.

O estudo, publicado na revista científica Neglected Tropical Diseases da Public Library of Sciences, alerta que embora essas doenças não sejam sempre fatais, podem debilitar severamente o paciente.

Além disso, muitas podem ser transmitidas ao feto pela mãe.

Como conseqüência, perpetuam a pobreza, afetando o desenvolvimento das crianças e a produtividade dos trabalhadores.

O médico Peter Hotez, responsável pelo estudo, disse que cerca de 36 milhões de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza nos Estados Unidos correm maior risco de ser afetadas por essas doenças, provocadas por parasitas e bactérias.

Ele disse que os mais vulneráveis são minorias, como negros que vivem no delta do rio Mississipi, mas também populações brancas que habitam as montanhas Apalaches, índios, moradores de bairros pobres em cidades grandes e imigrantes que vivem na região fronteiriça entre os Estados Unidos e o México.

Hotez disse que enquanto os Estados Unidos gastam mais de um bilhão de dólares por ano se preparando para epidemias de doenças que ainda não aconteceram, como varíola, gripe do frango e antraz, essas outras doenças continuam a afetar milhões, recebendo pouca ou nenhuma atenção do governo.

Hotez recomendou que sejam feitos mais controles sobre essas doenças, com testes em recém-nascidos e exames rotineiros de fezes para identificar infecções por parasitas.

Segundo o médico, já era tempo de essas doenças serem tratadas com seriedade. Ele qualificou de vergonha nacional a falta de atenção para o problema.

Fonte: G1

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Governo do Rio confirma 142 mortes por dengue no Estado

O governo do Rio informa que há 142 mortes confirmadas por casos de dengue no Estado e 130 sob investigação. Até esta quarta-feira (25), foram notificados pelo governo 195.217 casos de dengue.

Das mortes, 38% ocorreram em crianças na faixa etária de 0 a 15 anos. Do total de mortes confirmadas, 46 foram por “febre hemorrágica da dengue”, 35 por “síndrome do choque da dengue” e 61 por “dengue com complicações”, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.

A faixa etária com maior número de notificações (54%) é a de 15 a 49 anos.

Entre as mortes confirmadas, 82 foram na cidade do Rio, 19 em Duque de Caxias, uma em Miguel Pereira, seis em Campos, cinco em São João de Meriti, três em Paracambi, quatro em Nova Iguaçu, três em São Gonçalo, dez em Angra dos Reis, dois em Belford Roxo, uma em Italva, uma em Itaguaí, uma em Mangaratiba, uma em Itaboraí, uma em Magé, uma em Cambuci e uma em Rio Claro, segundo o governo do Rio.

Os municípios com maior número de casos são Angra dos Reis (11.226), Campos (9.740), Nova Iguaçu (15.164), Duque de Caxias (8.321), São João de Meriti (4.082), Niterói (6.420), Magé (3.242), Belford Roxo (3.292), São Gonçalo (2.419) e Rio de Janeiro (101.929).

Segundo o Lira (Levantamento do Índice Rápido de Infestação) 2008, ao menos 16 Estados brasileiros, além do Distrito Federal, têm alto risco de desenvolver uma epidemia de dengue. São eles: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio, Minas, Goiás, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Pará, Amapá, Amazonas e Roraima, além do Distrito Federal. O ministério informou que notificou os Estados.

Fonte: Folha Online

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Confirmada mais uma morte por dengue no Ceará

Mais uma morte por dengue confirmada, este ano, no Ceará. O óbito, incluído no boletim semanal divulgado ontem pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), é o primeiro por dengue com complicação confirmado em Fortaleza. Com mais esse caso, o número de mortes provocadas pela doença, na Capital cearense, sobe para sete.

Em todo o Estado, 13 pessoas já morreram depois de terem contraído a doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Desse total, dez mortes foram decorrentes da dengue hemorrágica (FHD) e três devido à complicação da doença.

O chefe de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Ricardo Pontes, não soube informar qual o óbito incluído no boletim divulgado ontem, entre os 12 que estavam sob investigação.

Os outros dois municípios que tiveram mortes por dengue com complicação confirmadas pela Sesa são Itapipoca e Quixadá. Não houve alteração no total de óbitos confirmados por dengue hemorrágica. Permanecem as dez mortes, sendo seis em Fortaleza. Os municípios de Caucaia, Redenção, Beberibe e Orós continuam um registro, cada.

A semana registrou, ainda, mais 1.225 novos casos de dengue clássica, elevando para 28.252 o número de pessoas que tiveram o diagnóstico do tipo mais leve da doença confirmado no Ceará. Fortaleza detém quase 66% dos casos do tipo clássico do Estado, com 18.634 doentes. Continuam sob suspeita outros 1.768 registros da dengue clássica na Capital cearense, de acordo com o boletim da Sesa.

Messejana ainda lidera o ranking da dengue em Fortaleza. No acumulado de janeiro até ontem, 1.226 pessoas picadas pelo mosquito Aedes aegypti contraíram a doença.

Em outros dois bairros da Capital cearense, a incidência ultrapassa os 500 casos. Situação que ocorre no Jardim das Oliveiras, onde 522 pessoas foram acometidas com dengue clássica, e no Bom Jardim, com 504 ocorrências confirmadas este ano.

Diagnóstico

Na opinião de Ricardo Pontes, o ritmo dos casos está em queda e deve manter essa tendência no segundo semestre. Apesar disso, ele alerta para o risco dos casos isolados não serem diagnosticados corretamente e, sim, confundidos com virose, já que passou a fase mais crítica da doença.

“Os médicos que atenderem pessoas com febre alta devem pensar em dengue hemorrágica, pois pode tratar-se de um caso isolado, fora da epidemia”, argumentou o Chefe da Divisão de Epidemiologia.

Segundo ele, o pico da epidemia de dengue em Fortaleza aconteceu em abril deste ano, quando foram confirmados 8.911 casos do tipo clássico. Em maio, o número caiu para menos da metade do mês anterior. A Sesa confirmou 3.804 pessoas com dengue.

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