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Dengue: vacina está em fase final de testes, diz diretor

O diretor de Gestão da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Fabiano Pimentel, informou há pouco que estão em fase final de testes duas vacinas contra a dengue. Ele acredita que, em cinco anos, estarão prontas para utilização.

Fabiano Pimentel participou da audiência pública - encerrada há pouco - promovida pelas comissões da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional; e de Seguridade Social e Família para discutir o aumento do número de casos de dengue no Brasil.

A deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), uma das autoras do requerimento para a realização da audiência, classificou como satisfatórias as informações prestadas pelo representante do Ministério da Saúde.

Entretanto, cobrou mais agilidade, por parte do governo, para que as ações propostas cheguem à população antes do início das chuvas, quando há aumento de incidência dos casos de dengue. Para a parlamentar, a dengue é conseqüência da falta de qualidade de vida da população.

Fonte: Agência Câmara

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Verdades e Mentiras sobre como se prevenir da dengue

‘Quer se proteger do mosquito da dengue? Então come um dente de alho ou tome vitamina B12.’ Você já ouviu esse tipo de conselho? A não ser que você queira ganhar uns quilos a mais ou afastar as pessoas com o mau hálito, é melhor esquecer. De acordo com a  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o único remédio realmente eficaz no combate ao Aedes aegypti são os

O que acontece é que o cheiro eliminado pela pele confunde a fêmea do mosquito, que não é atraída. O problema é que você precisa tomar uma grande quantidade das “simpatias” para que sejam absorvidas pela pele. A vitamina engorda e o alho vai afastar tanto o mosquito quanto qualquer outra pessoa. Acho que ninguém está interessado nisso - afirmou o chefe do Laboratório de Entomologia da Fiocruz, Anthony Érico Guimarães.

Segundo Guimarães, essas e outras ‘dicas milagrosas’ que são muito comuns nas regiões mais afetadas pela dengue, não são eficientes por causa da principal característica do mosquito: o criadouro dele fica dentro das casas. Ou seja, a não ser que você elimine as larvas do mosquito, você nunca vai conseguir se livrar definitivamente dele:

- Não dá para ficar passando repelente o tempo inteiro dentro de casa, até porque é tóxico. Isso funciona se você estiver em algum local com mosquitos.

Confira algumas verdades e mentiras sobre a prevenção da dengue:<

Repelentes: O repelente é uma boa solução para quando você estiver em algum local que tenha mosquitos. Não adianta usar dentro de casa, pois você teria que usar o tempo inteiro, e o repelente é tóxico.

Inseticidas: O inseticida que é jogado no ar, como o aerosol, só mata o mosquito se alguma gota dele atingir o inseto. Fora isso, ele afasta os mosquitos apenas enquanto o efeito durar.

Vela de andiroba: O cheiro da vela realmente afasta os mosquitos, mas só se estiver em um ambiente totalmente fechado, e só enquanto a vela estiver acesa

Vitamina B12: A vitamina B12 faz com que o organismo libere um odor forte, o que acaba funcionando como um repelente para o mosquito. Mas assim como o alho, é preciso consumir uma grande quantidade da vitamina para que o odor possa ser sentido. O problema de ingerir a vitamina é que ela faz engordar.

Confira algumas dicas para evitar o aumento dos casos de dengue no Rio

O Globo Online - Para o chefe do Laboratório de Entomologia do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), o pesquisador Anthony Érico Guimarães, uma das maiores causas para o aumento dos casos de dengue no Rio de Janeiro é justamente a falta de educação. De acordo com ele, ao invés de investir em informação, é preciso investir na educação.

- Não adianta fazer campanha para informar a população. Todos sabem onde está o mosquito. A solução são campanhas educativas, a médio e longo prazo, nas indústrias, clubes, igrejas, centros comunitários, etc - afirmou o pesquisador, que ressaltou ainda a necessidade do ensino nas escolas:

- Em cidades como o Rio de Janeiro, o combate ao Aedes aegypti deveria ser matéria obrigatória no currículo escolar desde a pré-escola.

Confira algumas dicas importantes do pesquisador para evitar o aumento dos casos de dengue e uma possível epidemia na cidade:

1. Eliminar definitivamente os pratos em baixo dos vasos de plantas - Os ovos do Aedes aegypti podem resistir fixados ao vaso de planta por mais de um ano. Com o passar do tempo, a areia vai sendo levada pela chuva ou pelo ato de regar a planta e os ovos que estão fixos no vaso da planta poderão produzir novos mosquitos

2. Verificar a cada cinco dias os fossos de elevadores - Eles podem armazenar água utilizada na limpeza de condomínios. É muito comum se encontrar mosquitos circulando dentro de elevadores

3. Verificar sempre os ralos - A idéia de que a água dos ralos é corrente e por isso não serve de criadouro para o mosquito pode ser equivocada, pois esses ralos geralmente estão entupidos e acumulam água

4. Fique de olho em compartimentos que acumulam águas em geladeiras e ar condicionados - Bandejas que acumulam água na parte externa da geladeira e do ar condicionado são excelentes criadouros, pois apresentam temperatura e proteção ideal para as larvas do mosquito. Essas bandejas devem ser examinadas e lavadas com detergente regularmente

5. Cuidar sempre das calhas de escoamento da água da chuva - No entorno dos telhados das casas e edifícios elas facilmente ficam entupidas pelas folhas que caem das árvores e são levadas pela chuva.

6.  Plantas ornamentais, como bromélias, podem servir de criadouro para larvas do Aedes aegypti</strong> - Essas bromélias devem eliminadas de dentro das casas ou verificadas a cada cinco dias. As bromélias que estão em áreas de mata ou em lugares como Jardim Botânico, no entanto, não oferecem perigo

Fonte: Globo Online

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Combate à dengue deve ser cotidiano e envolver a todos, diz ministro

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, abriu oficialmente no Rio o Dia Nacional de Mobilização contra a Dengue, visitando, durante a manhã, uma residência no bairro da Tijuca, na zona norte da cidade. Segundo Temporão, o combate à dengue deve ser feito de maneira articulada e no dia-a-dia, envolvendo toda a população.

“Todos devem vistoriar constantemente suas residências. Estamos em uma situação que isso deve fazer parte do cotidiano da população. Não só dentro de casa, mas também no trabalho. Além disso, essa fiscalização é uma obrigação tanto da população, como de qualquer organização, seja pública ou privada”, afirmou.
O dia inclui atividades nos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de mobilizar e esclarecer a população sobre o risco da doença. São atividades de conscientização, como a distribuição de folhetos e ações educativas em 21 pontos da capital.

Um desses locais é o bairro do Méier, na zona norte, onde sete a cada 100 casas vistoriadas possuem focos do mosquito. Esse número representa um dos maiores índices de infestação do município do Rio de Janeiro.

Outro exemplo de atividade de conscientização é que está sendo desenvolvida pelo grupo teatral Trupe da Saúde, por meio de um esquete mostrando, de forma irreverente, os perigos de manter água parada.

“Meu nome é Mauro”, começa um dos atores. “Hoje estamos aqui, fantasiados de Aedes aegypti [o mosquito transmissor], realizando o que batizamos de ‘mosquitada’, ou seja, uma passeata de mosquitos. Todos já sabem que esses insetos se reproduzem em locais de água acumulada, mas ainda é possível encontrar pessoas que deixam seus vasos, suas caixas d’água destapadas, suas garrafas… Estamos aqui para conscientizar sobre a importância da mudança do comportamento.”

Os sintomas mais comuns da dengue são dor de cabeça, dor nos olhos, febre alta, falta de apetite, náuseas, vômitos e fraqueza. Se eles aparecerem, é necessário procurar um médico e pedir a realização do exame para a identificação da doença.

Fonte: Agência Brasil

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Diminui no país o número de imóveis com risco de surto de dengue

O percentual de grupos de imóveis com risco de surto de dengue no país caiu de 17% para 9,9% do ano passado para cá.

É o que mostra o Levantamento de Índice Rápido de Infestação pelo Aedes aegypti (Liraa), realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com secretarias estaduais de saúde.

A pesquisa, feita entre a última semana de outubro e a primeira de novembro deste ano, mostra que o número de pessoas vivendo em regiões com risco de surto de dengue caiu de 10,4 milhões para 3,8 milhões, na comparação ao mesmo período de 2006.

Segundo o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, a queda se deve a medidas adotadas pelo governo para alertar a população em relação aos perigos da dengue.

Mesmo assim, ele diz que o trabalho para combater a doença deve continuar. “Precisamos pensar na dengue o tempo todo, porque a situação pode mudar. Mudou o clima, teve mais chuva, acumulou mais água, o retrato pode mudar”.

O município com maior índice de infestação predial foi Mossoró (RN), com 5,6%. Esse índice, que é calculado pelo número de casas que apresentam larvas da dengue, é considerado satisfatório quando é inferior a 1%.

Os percentuais entre 1% e 3,9% mostram uma situação de alerta e, quando a infestação é superior a 3,9%, há risco de surto de dengue.

O Liraa é feito da seguinte forma: a cada grupo de 9 ou 12 mil imóveis são sorteados 450, que são visitados pelos agentes de saúde. Lá, eles verificam as larvas existentes em cada casa e assim determinam o índice de infestação predial, que mostra o risco de surto da dengue.

Nas regiões Norte e Nordeste, as larvas foram encontradas principalmente em caixas d’água, tambores e tonéis. Nas outras regiões, em depósitos domiciliares, como vasos de plantas, bromélias, ralos e piscinas.

Penna alertou que a população também precisa colaborar para eliminar a doença. Segundo ele, a função do governo é tratar dos espaços públicos, enquanto a população tem a responsabilidade de cuidar de suas casas e dos ambientes de trabalho.

“Não é possível que, a cada 20 ligações que o dique-dengue receba, 12 sejam de pessoas pedindo para que um agente comunitário vá lá colocar areia no vaso de planta”.

Penna disse, ainda, que não está descartado o risco de o Brasil ter uma epidemia de dengue do tipo 4, que não existe no país, mas foi localizado em países de fronteira, como a Venezuela.

Segundo ele, o caminho não é barrar a entrada de pessoas de outros países. “As pessoas têm direito de ir e vir, o que leva a doença de um lugar para o outro”, disse, lembrando que o Brasil tem uma grande relação turística com a Venezuela.

“Tem que torcer e nos preparar para não entrar o dengue 4. Se entrar, todas as medidas que estão sendo tomadas para dengue 1, 2 e 3 vão ser impulsionadas para que tenhamos o menor dano possível à população”.

Segundo o Ministério da Saúde, de janeiro a setembro deste ano, foram registrados no país 481.316 casos de dengue clássica e 1.076 de dengue hemorrágica. 121 pessoas morreram por causa da doença.

Fonte: Agência Brasil

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Butantan quer ajuda federal para vacina contra dengue

São Paulo - O Instituto Butantan quer o apoio financeiro do Ministério da Saúde para a produção de uma vacina contra a dengue. Em troca do apoio, o Butantan pretende fornecer, inicialmente, cerca de cinco milhões de doses anuais da vacina a partir de 2009. Amanhã, representantes do instituto estarão apresentando essa proposta ao governo federal.

Segundo informações da Agência Brasil, a idéia é produzir a vacina contra os quatro tipos de dengue, que já foi desenvolvida por uma equipe de pesquisadores dos Estados Unidos. O diretor do Butantan, Otávio Mercadante, acredita que o Ministério da Saúde poderá financiar a aquisição de equipamentos (cujo valor ainda não foi estimado) e a Secretaria da Saúde do Estado - à qual o instituto está vinculado - poderia pagar a construção de um laboratório, em valor estimado entre R$ 15 e R$ 20 milhões.

Mercadante destaca que o instituto tem o domínio completo da tecnologia da vacina e informa que isso foi conquistado em razão da parceria com os técnicos norte-americanos. Na avaliação do diretor do Butantan, a vacina seria uma importante ferramenta de ajuda no combate à dengue, já que o governo vem encontrando dificuldades no controle da doença porque hoje depende, basicamente, da erradicação do mosquito transmissor.

Para que a vacina possa ser aplicada em 2009 será preciso a realização de testes no ano que vem, já previstos para serem feitos em São Paulo. De acordo com dados do Ministério da Saúde, neste ano, entre janeiro e julho, cerca de 440 mil pessoas contraíram a forma clássica da doença e outras 926 a hemorrágica. Foram também registradas 98 mortes.

Equipe AE

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