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Quase 5 mil pessoas tiveram dengue no Recife só este ano

Nesta terça-feira (17) foram divulgados novos números da dengue. Eles preocupam bastante. Recife é o município com maior número de casos confirmados: 4.723 pessoas tiveram a doença este ano. E, percorrendo alguns bairros, é fácil entender por que tantas pessoas estão doentes.

Antigos descuidos, novos casos de dengue. Em Dois Unidos, Zona Norte do Recife, os moradores têm um grande motivo de preocupação: o bairro é recordista em casos de dengue na cidade. Só este ano, 395 pessoas pegaram a doença. “Pensei que ia morrer de tanta febre. Nas ruas por aqui, todo mundo teve dengue”, disse a dona de casa Ana Maria Rodrigues.

Nas ruas do bairro é fácil perceber porque o mosquito da dengue se multiplica: lixo e esgoto têm de sobra. Dentro das casas, mais perigo. Os recipientes para guardar água estão por toda a parte, resultado do abastecimento irregular.

Na casa de dona Maria do Carmo, de 80 anos, a tampa da caixa d’água foi improvisada com a telha. No quintal, mais água acumulada inadequadamente. Os agentes de saúde ambiental trataram de jogar fora.

Na parte de trás de uma escola estadual, mais ameaça. O terreno foi lacrado e está servindo de lixeira para os moradores. “O esgoto e a água da chuva não têm para onde escoar, ai eles viram foco da doença”, explicou o supervisor da equipe de agentes, Benílson Pereira (foto 1).

O Recife é o município pernambucano com mais incidência de dengue. A Vigilância Ambiental convoca a população para lutar contra o mosquito. “Cerca de 70% dos focos estão dentro das residências, por isso pedimos que as pessoas tomem providências”, disse o gerente de Vigilância Ambiental do Recife, Otoniel Barros (foto 2).

Vale lembrar algumas dicas: não deixe a água acumular em vasos, pneus, tampinhas de refrigerante, latas ou em qualquer embalagem. Junte o lixo do pátio e tampe os baldes para que o mosquito transmissor da dengue não entre. Cada um precisa fazer a sua parte.

Três pessoas morreram por causa da dengue este ano no Estado.  De acordo com o boletim, 9233 casos da doença foram notificados, 4723 confirmados.

No ranking dos bairros mais afetados, Dois Unidos é o campeão, com 395. Seguido por Água Fria (353), Jardim São Paulo (284), Coahb (276) e San Martin (210).

A Secretaria de Educação de Pernambuco vai fazer, na tarde desta terça, uma vistoria na escola que mostramos na reportagem e o lixo será retirado.

Fonte: pe360graus

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Dengue é maior em Salvador e sul

Itabuna, Ilhéus, Salvador, Jequié, Ipiaú, Irecê, Cafarnaum, Canarana e Feira de Santana são os municípios baianos com o maior número de notificações de dengue neste ano. Esses municípios têm mais de 40% dos casos registrados no estado.

Um levantamento feito pelo Jornal das Sete, da rádio Morena FM 98,7, junto à Diretoria de Informação à Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde, revela que os nove municípios registram mais de 20 mil casos de dengue neste ano.

Só em Salvador são 6.113 notificações. Feira de Santana vem em segundo lugar, com 2.863 notificações. Juntos Itabuna, Ilhéus, Ipiaú e Jequié somam 4.500 casos de dengue no ano.

Em relação ao mesmo período do ano passado, houve uma queda de cerca de 80% no número de casos de dengue. Nos primeiros sete meses de 2009, esses quatro municípios já tinham registrado mais de 20 mil notificações.

Fonte: A Região

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Universidades brasileiras terão centros para testar vacina contra dengue em humanos

O laboratório Sanofi Pasteur (divisão de vacinas da farmacêutica francesa Sanofi Aventis) vai patrocinar cinco centros de pesquisa de vacina contra dengue no país a partir deste ano. As pesquisas serão realizadas em duas etapas nas universidades federais de Goiás, Ceará, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul, cujas capitais sofrem constantemente com surtos da doença.

O laboratório confirmou ao R7 que a configuração do programa de estudo clínico no Brasil está em fase final de estruturação. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a iniciativa da Sanofi em março deste ano.

A dengue é uma doença causada pela picada do mosquito Aedes aegypti, que sobrevive principalmente em regiões tropicais de clima quente e úmido, fatores que contribuem para a proliferação do criadouro do mosquito. A dengue acomete ao menos 230 milhões de pessoas no planeta por ano, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) e só no Brasil matou ao menos 435 pessoas neste ano.

Crianças são o alvo

Na primeira etapa das pesquisas, profissionais ligados às áreas de pediatria e epidemias dos hospitais universitários vão monitorar a ocorrência da dengue em crianças e jovens por um ano. Em seguida, começarão os testes da vacina tetravalente (composta pelos quatro sorotipos do vírus da dengue) produzida pelo laboratório para verificar a eficácia de sua imunização nesta faixa etária. Esse processo deve durar de dois a três anos.

Durante esse período, grupos de centenas de jovens vão tomar placebos (dose “de mentira”, sem a substância) ou a vacina em si para depois serem monitorados com o objetivo de se detectar a queda ou manutenção do número de infecções pela dengue.

Segundo a chefe do pronto-socorro da pediatria do Hospital Universitário da Universidade Federal de Goiás, Maria Selma Neves da Costa, a perspectiva é que os trabalhos comecem em outubro, mas, antes, a instituição espera pela autorização do Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa), que tem o poder de liberar pesquisas realizadas no país com verba internacional. Em seguida, o pedido será avaliado pela comissão de ética médica do hospital universitário.

Maria Selma vê o estudo como uma grande oportunidade para o Estado e para o país, já que, segundo ela, as crianças devem ser as grandes vítimas da dengue nos próximos anos.

- Pessoalmente fico muito feliz [com o projeto], porque Goiânia tem muitos casos de dengue grave. E infelizmente é uma tendência os casos ficarem mais graves nas crianças. Ter uma vacina que é a única proposta real para acabar com a doença, porque você não se acaba com vetores, é muito animador.

Os estudos clínicos na Universidade Federal de Ceará devemcomeçar no mesmo período, segundo o epidemiologista José Carlos Rey, responsável pelo departamento de saúde materno infantil da instituição. A universidade aguarda apenas a aprovação das comissões de ética de pesquisa locais para começar.

- Faremos um estudo epidemiológico em Fortaleza com jovens de nove a 16 anos durante um ano, para saber a incidência de dengue nessa população. Depois faríamos um ensaio clínico controlado de vacina contra placebo.

As crianças e adolescentes participarão do estudo somente depois de assinarem um termo de consentimento junto aos pais. Após serem recrutadas, nem elas nem os pesquisadores saberão quem tomará a vacina e quem receberá o placebo, já que o processo é randomizado, ou seja, uma central telefônica localizada fora do local de pesquisa oferece um código selecionado aleatoriamente por um farmacêutico, que indica o tubo a ser usado como vacina. Nele pode ter o imunizante contra a dengue ou não.

A Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul também aguarda a autorização do Conep para começar os estudos clínicos, segundo o infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha, professor da universidade. A reportagem não conseguiu contato com os especialistas da universidade de Vitória para confirmar a data do começo dos trabalhos. Segundo os especialistas consultados pelo R7, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, localizada em Natal, também terá um centro de pesquisa de testagem da vacina. Mas a informação não foi confirmada pela UFRN até o fim da publicação da reportagem.

Vacina eficaz e segura é um desafio

Há um consenso mundial sobre a necessidade de se fabricar uma vacina para erradicar a dengue, ou, pelo menos, eliminar sua expansão, que é maior a cada ano. No entanto, chegar a um produto final não é fácil, porque a dengue possui quatro vírus espalhados pelo planeta. Uma vacina realmente eficaz contra a doença deve ter capacidade de imunizar os humanos contra todos eles em uma só vacina – caso contrário, fica inviável para o mercado. Além disso, pessoas que já contraíram alguma forma do vírus ainda podem sofrer com a ação de outras “versões” da praga.

Neste contexto, a vacina tetravalente da Sanofi Aventis está à frente nas pesquisas mundiais. Criada em 2000, ela já passou pelas duas primeiras fases de pesquisa, que abrangem testes em animais e de eficácia e efeitos colaterais em humanos.
A vacina, chamada Chimerivax TM, é produzida com uma tecnologia de engenharia genética, chamada quimérica, que utiliza a base da vacina da febre amarela.

De acordo com Rey, o resultado das três doses indicadas para a imunização tem se mostrado seguro, com imunidade duradoura e poucos efeitos colaterais. Foram feitos experimentos em centros de pesquisa de países asiáticos como Filipinas e Cingapura e em várias nações latino-americanas, como Colômbia, México e Porto Rico. Essa vacina é a única, inclusive, que está apta a começar a fase três pelo mundo – isto é, o teste final em humanos, antes de chegar ao mercado.

Há, ao todo, cinco vacinas contra dengue sendo desenvolvidas mundialmente. Uma delas, produzida pela GSK (GlaxoSmithKline), em fase dois, também é considerada promissora. O R7 tentou contato com o laboratório por duas semanas, mas não obteve informações sobre suas ações no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a GSK mantém um convênio, desde o ano passado, de transferência de tecnologia com a Fundação Oswaldo Cruz, que produz sua própria vacina. O governo financia o projeto, mas não divulga os valores.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que o país tem interesse pelo desenvolvimento da vacina, visto que a dengue é uma doença endêmica no Brasil e tem provocado epidemias ao longo da última década.

- A participação nestes dois projetos coloca o país em uma posição de prioridade junto a essas empresas na comercialização da vacina, caso os estudos sejam bem sucedidos.

O epidemiologista da Universidade do Ceará alerta, no entanto, que as duas vacinas mais avançadas devem ser colocadas no mercado somente daqui a quatro ou cinco anos.

R7

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Mortes por dengue hemorrágica em MG superam o dobro de 2009

A Secretaria da Saúde de Minas Gerais informou nesta sexta-feira que 25 pessoas morreram por dengue hemorrágica este ano. O número é mais que o dobro verificado em 2009 (11 óbitos). Ao todo, foram registrados 223.301 casos de dengue no Estado até o mês de julho.

O número de casos registrados é superior aos 74.737 verificados no mesmo período de 2009. A letalidade da doença também aumentou. Em 2009, ela estava em 8,3%. Este ano, pulou para 17,4%. Além disso, outros 47 casos de óbitos por dengue com complicação de outras doenças foram confirmados em 2010, contra 13 de 2009.

Para combater o avanço da doença, a secretaria informa que as ações necessárias são tomadas para evitar a ocorrência da dengue assim como o número de e óbitos. Para isso, a secretaria informa que são feitas ações de capacitação de médicos e enfermeiros, realizações oficinas de qualificação de mobilizadores sociais e elaboração de planos de contigência pelos municípios e estado.

Fonte: Terra

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Com alta de 845% em 2010, Alagoas vive pior surto de dengue da história

Com 19.758 casos confirmados nas primeiras 28 semanas do ano, Alagoas vive o maior surto de dengue já registrado. Segundo boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (27), o número de casos notificados em 2010 registrou um crescimento de 845%, se comprado ao mesmo período do ano anterior.

Além do aumento no número de doentes, os casos graves e de mortes pela dengue também cresceram no mesmo período. Até agora, foram confirmados nove óbitos, com outros 13 em investigação. Ao todo, mais de 32 mil casos foram notificados no Estado. Vale registrar que no começo de junho deste ano, o Estado viveu uma grande calamidade causada pela cheia de rios que invadiram cidades do Interior.

Desde 1996, quando o Estado começou a registrar casos, nunca houve uma taxa de incidência da doença tão alta como em 2010. Segundo o Comitê de Combate à Dengue, a taxa atual chegou, em junho, a 650 para cada 100.000 habitantes. O maior índice registrado até então foi em 2008, de 570 para cada 100.000 pessoas.

O boletim aponta que todos os 102 municípios do Estado registram infestação predial e casos suspeitos da doença. Entres eles, 36 se encontram em situação epidêmica, enquanto outros 36 estão em alerta. A cidade com maior incidência da doença é Maceió, que notificou 8.345 casos até a última semana, quatro vezes mais que o índice registrado no mesmo período em 2009.

Segundo Cleide Moreira, diretora de Vigilância Epidemiológica da Sesau (Secretaria de Estado da Saúde), apesar do aumento no número casos em 2010, não há motivo para desespero, já que, desde junho, o Estado verifica uma tendência de queda semana a semana.

Moreira explica que, ao contrário do que acontecia em anos anteriores, o pico da doença não acontece mais no verão, e sim nos meses de junho e julho. Ela ressaltou que diversos trabalhos preventivos estão sendo realizados pelo Estado, assim como capacitações de agentes sanitários dos municípios.

Circulação de vírus
Segundo o Comitê de Combate à Dengue de Alagoas, a circulação simultânea de três tipos de vírus é responsável direta pelo aumento no número casos graves. “A circulação confirmada do sorotipo 2 acarreta um aumento da frequência de formas graves da doença, gerando um aumento da demanda por serviços hospitalares, inclusive de terapia intensiva”, diz relatório oficial do órgão divulgado no início do mês.

Para o Comitê, os elevados índices de infestação predial do mosquito Aedes Aegypti “determinam um padrão de transmissão hiperendêmica, o que põe em risco a vida dos alagoanos”. “A recirculação do sorotipo 1, por sua vez, possivelmente determinará a ocorrência de uma nova epidemia, com milhares de pacientes necessitando de assistência básica”, afirma o texto.

O Comitê ainda explicou que a taxa de letalidade que Organização Mundial de Saúde tem como parâmetro é 1%, mas o Estado tem índice três vezes maior. “Em Alagoas, essa taxa sempre foi superior a 3%. No que se refere à infestação por aedes aegypti, 73,53% dos municípios não mantiveram o vetor sob controle”, diz.

Superlotação de hospital

O aumento dos casos gerou superlotação e até mesmo tumultos no hospital Hélvio Auto, em Maceió, referência no tratamento da doença no Estado. Diante de centenas de casos suspeitos por dia, a direção chegou a fazer um apelo, em nota oficial, em junho, para que os pacientes com sintomas da doença procurassem os postos e unidade básicas de saúde, deixando o hospital para os casos graves.

Segundo o Comitê de Combate à Dengue, o hospital atendeu a 343 casos suspeitos em 2009, dos quais 46 necessitaram de internação. Em 2010, até o dia três de junho, foram atendidos 1.111 casos, dos quais 128 foram internos. “Chama a atenção que percentual significativo desses pacientes, encaminhados tanto por municípios do Interior quanto o da Capital, apresentava formas da doença que poderiam ser atendidas na Assistência Básica, com hidratação oral domiciliar”, denunciou.

Fonte: UOL

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