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Capital paulista tem 911 casos locais de dengue

19/04

A cidade de São Paulo registra neste ano o segundo maior número de casos da dengue desde 2005. Balanço divulgado nesta 2ª feira (19) pela Secretaria Municipal de Saúde contabiliza 911 casos autóctones (quando a infecção ocorre no município) e 585 importados. O balanço corresponde às notificações feitas de 1.º de janeiro ao dia 14 deste mês. No levantamento anterior, até o dia 7, o total de contágios na cidade atingia 741 e o de importados, 574

A soma de infecções dentro da capital é superada apenas pelo resultado de todo o ano de 2007, quando foram registrados 2 624 casos. Nos demais anos, oscilou entre 37 e 466. O dado referente só ao de casos importados fica atrás dos anos de 2007, com 1.029 doentes, e de 2006, com 834.

“O aumento deve-se às condições climáticas atípicas, que são favoráveis ao mosquito”, diz a coordenadora do Programa Municipal de Combate e Controle de Dengue, Bronislawa de Castro. Segundo ela, além da sequência de chuvas e do forte calor, a volta de paulistanos de cidades com altos índices da doença também contribuiu para a expansão.

Índice baixo

Bronislawa afirma que, considerando a população, a incidência de dengue permanece baixa. Apesar disso, ela diz que a “preocupação existe”. (Elvis Pereira - AE)

Fonte: Cruzeiro do Sul

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Estatística Dengue - primeiras semanas de 2009 e 2010

Estatísticas Dengue 2009 e 2010

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BA: Morre segunda vítima com suspeita de dengue hemorrágica em Jequié

28/01/2009 às 17:39

A Vigilância Epidemiológica de Jequié (a 359 km de Salvador) está investigando a causa da morte, na madrugada dessa quarta-feira, de Dircelane Conceição Santos, 23 anos, funcionária de um consultório medico, que estava internada havia 11 dias no Hospital Regional Prado Valadares (HRPV) com suspeita de dengue hemorrágica.

Esta é a segunda morte este ano de paciente internada com suspeita da doença na forma hemorrágica. No início do mês, uma criança de sete meses de idade também faleceu no mesmo hospital.

No caso mais recente, o diretor-geral da unidade, Gilmar Vasconcelos, informou que caberia somente à Vigilância Epidemiológica do município “unir a prova sorológica para dengue com todas as informações clínicas do caso” para confirmar o motivo da morte.

O diretor da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde, Brasilino Almeida Júnior, informou que sua equipe também averigua este caso e que deve apresentar conclusões da perícia até o início de março, quando finda o prazo legal de 60 dias para fechamento do laudo. “Em relação à morte da jovem, ela recebeu alta após estar internada com dengue, mas acreditamos que sua morte não esteja relacionada com essa doença. O quadro dela se agravou e ela retornou ao hospital, momento em que a médica que a atendeu detectou que ela tinha lúpus, outra patologia que baixa a imunidade da pessoa”, destacou.

NÚMEROS – De quatro de janeiro até  esta quarta-feira, a Vigilância notificou 1.941 casos suspeitos de dengue, sendo 541 dos quais confirmados. Dentre esses, mais de 70% foram registrados no Bairro Joaquim Romão e adjacências.

Para fazer frente à doença, a Vigilância colocou à disposição da comunidade o serviço Disk-dengue, por meio do 0800 284 3800. Todas as denúncias encaminhadas para esse número são checadas por uma equipe de agentes de endemias em motocicletas.

Também foram treinados 74 bombeiros militares, lotados no Grupamento de Jequié, para atuarem como agentes de endemias no município, em parceria com a Vigilância Epidemiológica.

O combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, é feito por 140 agentes, que fazem visita periódica de casa em casa em várias frentes, desde que os primeiros focos foram identificados, em 20 de novembro do ano passado. O trabalho inclui a limpeza dos canais e retirada de entulhos.

Fonte: Juscelino Souza, A Tarde

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Municípios apostam na homeopatia contra a dengue

Depois do auge da epidemia de dengue, que deixou 118 mortes confirmadas no Estado do Rio este ano, cresce o número de municípios que adotam a homeopatia como alternativa contra a doença. Seguindo o exemplo de São José do Rio Preto (SP), o município fluminense de Macaé investe na homeopatia e, depois que a prefeitura passou a distribuir gratuitamente um complexo homeopático que diminui os sintomas da doença, teve uma queda brusca no número de casos de dengue.

O tratamento foi colocado em prática em abril do ano passado, quando a epidemia alcançou a marca de 600 casos registrados somente em abril. No ano todo, foram registrados 1890 casos de dengue em Macaé.

Segundo a coordenadora de saúde coletiva de Macaé (e homeopata) Laila Nunes, já no final de 2007, com o uso do complexo homeopático, a queda registrada foi muito maior que nos municípios vizinhos, que continuaram com a epidemia. Em 2008 foram registrados apenas 59 casos da doença.

- O complexo diminui os sintomas da dengue, atenua o tempo da febre, e assim diminui o número de óbitos. Como a doença é sazonal, fazemos a campanha sempre que o número de casos começa a aumentar, umas três vezes ao ano – explica Laila.

No início de maio o projeto foi apresentado num simpósio de pesquisa da UERJ, quando foi criado o Grupo Nacional de Homeopatia e Dengue. Alguns médicos do grupo chegaram a trabalhar com o complexo homeopático na tenda montada no Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá, durante a epidemia no Rio.

Experiência pioneira

São José do Rio Preto foi o primeiro município do país a adotar oficialmente o tratamento com homeopatia contra a dengue. De acordo com o secretário de Saúde do município, Dr.Arnaldo Almendros Mello, a idéia de distribuir o complexo homeopático gratuitamente nos postos de saúde contribuiu para uma queda substancial do número de casos da doença.

- Tivemos 10 mil casos de dengue no ano passado na cidade, com piora da morbidade e maior incidência de internações. Com o trabalho homeopático, o número de casos caiu para 189 – comemora.

Apesar da grande queda no número de casos, o secretário não atribui a melhora no quadro apenas à homeopatia.

- Não dá para atribuir só ao complexo homeopático essa queda porque o trabalho foi continuado, aliado ao combate aos focos do mosquito. A homeopatia foi uma terapia alternativa, mas os resultados são otimistas – considera.

A escolha da homeopatia surgiu por conta do trabalho de um homeopata da cidade, que utilizou o complexo para aplacar uma epidemia de dengue em Havana.

- Nossa base foi o estudo de um médico e homeopata do município, Dr. Renan Marino, que já tinha experimentado um complexo homeopático, inclusive apresentado o trabalho em Cuba, e defendia que o medicamento diminuía o tempo dos sintomas para dois ou três dias, quando não os tornava quase imperceptíveis – diz Mello.

Inicialmente, 100 mil doses iniciais foram distribuídas em março nas 23 unidades de saúde da cidade, mas o tratamento continua à disposição nos postos médicos. A aplicação é feita em uma dose sublingual, com custo por unidade de apenas R$ 0,01. Para o secretário, o uso da homeopatia traz vantagens também para os cofres públicos.

- É um tratamento barato, com custo reduzido e sem contra-indicações e efeitos colaterais – pondera. - Decidimos distribuir nas unidades para evitar a auto-medicação. Começamos com quem morava em regiões de foco da dengue. No início distribuíamos para quem quisesse, mas as pessoas interpretaram o complexo como uma vacina contra a dengue. Ficamos receosos de que elas descuidassem do combate ao mosquito e só aplicamos agora para quem apresenta os sintomas da doença.

Para o professor convidado para o curso de homeopatia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), José Alberto Moreno, a homeopatia é eficaz tanto na prevenção quanto no tratamento da dengue.

- O uso da homeopatia tem duas direções, para evitar a dengue e como tratamento curativo para quem já está com dengue. O modelo homeopático complementa o tratamento com a alopatia – conclui.

Fonte: JB OnLine

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Brasil sofre com o atraso na pesquisa de vacinas

A descoberta de um vacina contra a dengue, anunciada nesta semana pelo Instituto Butantan, de São Paulo, encheu de orgulho a comunidade científica e de esperança milhões de brasileiros que padecem todos os anos dessa doença que é mais presente em países de clima tropical.

Mas a realidade brasileira no setor de imunização ainda está longe do ideal. A burocracia, a falta de investimento e a escassez de pesquisadores impedem que o país seja auto-suficiente na produção de vacinas. A saída para o problema? Importar e depender dos avanços científicos de outros países, causando um grande prejuízo financeiro ao Brasil.

“Estamos realmente muito defasados nessa área”, lamenta o professor Reynaldo Dietze, coordenador do Núcleo de Doenças Infecciosas da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Ele recorre às realidades brasileira e americana para mostrar a dimensão do problema: “Enquanto nos Estados Unidos temos aproximadamente 40 grupos de pesquisas trabalhando com vacinas, no Brasil temos quatro ou cinco apenas”, explica o pesquisador capixaba, que também é presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical e professor da Universidade de Duke, nos EUA.

Uma realidade que deixa indignado o professor Dietze, que conhece de perto o problema em sua rotina de pesquisador nos laboratórios do Núcleo de Doenças Infecciosas da Ufes, no campus de Maruípe. “No Brasil, os problemas e desafios são enormes. Um dia é a greve da alfândega, que prejudica nosso trabalho, no outro, a burocracia, que atrasa tudo… Estamos ficando atrasados”, alerta.

Atrasados, claro, e por que não dizer, no prejuízo. “Temos poucas patentes. Pelo menos noventa por cento pertencem a grupos de pesquisas no exterior. Poderíamos desenvolver nossa própria tecnologia no setor de vacinas e vendê-la para o exterior.”

Segundo o professor da Ufes, no Brasil existem muitas faculdades de Farmácia, mas persiste uma grave distorção: “O ensino tem que valorizar a pesquisa e vice-versa. No nosso país ainda há pouca pesquisa. A área privada, por exemplo, não tem tradição no financiamento desse setor”.

Imunização é eficiente e atinge 95% das crianças

Se o Brasil ainda sofre com o atraso na pesquisa e no desenvolvimento de novas vacinas, o mesmo não pode ser dito do programa nacional de imunização, considerado muito eficiente.

Mas não é um trabalho fácil. Em um país de 186 milhões de pessoas, algumas delas vivendo em rincões onde só se chega depois de dias de viagem de barco, é um grande desafio desenvolver um programa que se proponha a vacinar toda essa população.

O Programa Nacional de Vacinações brasileiro foi criado em 1973 e chega a aplicar 130 milhões de doses por ano. Atualmente, 95% das crianças menores de um ano estão vacinadas, número bem superior ao do ano de 1978, em que a vacinação atingia somente 40% das crianças.

O desafio agora é a rede pública de saúde distribuir vacinas que estão chegando ao mercado e que só estão disponíveis em clínicas particulares, ou que ainda são administradas a apenas uma parcela da população, como a antigripe, para os idosos.

O professor Reynaldo Dietze, da Ufes, avalia, por exemplo, que seria importante que a rede pública passasse a ministrar a vacina contra o HPV (doença sexualmente transmissível), tanto para mulheres como para homens, e contra a gripe influenza, para toda a população, e não apenas aos idosos. “Evidentemente que o Ministério da Saúde tem que dimensionar muito bem esse programa, porque essas novas vacinas que estão sendo descobertas são muito caras.”

Programa brasileiro prevê 26 vacinas

O Programa Nacional de Imunizações brasileiro compreende 44 imunobiológicos, incluindo vacinas, soros e imunoglobulinas. São 26 vacinas no calendário de vacinação de rotina. Ao completar um ano, a criança brasileira já deve ter se vacinada contra poliomielite, difteria, tétano, coqueluche, infecções causadas por hemófilos, sarampo, rubéola, rotavírus e caxumba. Os adolescentes também possuem calendário próprio, caso não tenham se vacinado corretamente quando crianças.

Homeopata é a favor da monovacinação

Pensando em divulgar mais informações sobre os efeitos da vacinação, a pediatra homeopata Liliane Azambuja, do Centro Gaúcho de Estudo e Pesquisa em Homeopatia, criou uma comunidade no Orkut chamada “Tem Vacinas D +”. A médica diz que não é contra as vacinas, mas acha importante a monovacinação – aplicar uma vacina por vez. “Atualmente, um bebê recebe de cinco a oito vacinas de uma só vez, o que, sem dúvida, constitui uma sobrecarga ao sistema imunológico”, diz.

Associação apóia a ampla vacinação

A Associação Médica Homeopática Brasileira, entretanto, segue a orientação do Ministério da Saúde em relação à vacinação. O pediatra Ariovaldo Ribeiro Filho, presidente da Associação Paulista de Homeopatia, considera que a descoberta das vacinas foi um grande benefício, principalmente para as populações mais expostas: “É mais fácil para pais de classes sociais mais favorecidas recusar as vacinas, pois seus filhos podem ser atendidos logo após os primeiros sintomas”.
Fonte: A Gazeta

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